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Artigos

 
  • Tijolo de segurança

    Folha de são Paulo (São Paulo), em 05/10/2006

    Quando publiquei o meu terceiro romance, em 1960, alguns críticos consideraram o título ("Tijolo de Segurança') enigmático e de mau gosto.

  • País decente, nação injusta

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 04/10/2006

    O 1% de menos para a vitória do presidente no primeiro turno pode ir à história como a perda decisiva da opção da mudança e de seu acesso pelo Brasil de fora. O país não sai apenas rachado do 1º de outubro. Expõe-se à tragédia, sem volta, do surto do moralismo político, como instrumento do status quo, em toda a força do seu comando mediático da opinião pública.

  • A turma dos exóticos

    Folha de São Paulo (São Paulo), em 04/10/2006

    Causou perplexidade, sobretudo na mídia, a eleição de alguns candidatos que foram genericamente considerados "exóticos". Uma lista complexa, mais ou menos aleatória, que inclui desde a eleição de Fernando Collor para senador por Alagoas até o estilista Clodovil, que ameaça ser um deputado chique. Tudo bem. Presume-se que um deputado chique não participe de mensalões nem da vampiragem dos sanguessugas. Quanto a Collor, nada de exótico encontro em sua eleição. Ele sofreu o impeachment porque violou diversas regras do jogo político-administrativo. Foi punido, cumpriu a pena e, agora (acredita-se), pode ser absorvido pela sociedade no fundo. Esta é a finalidade básica das punições a qualquer crime: a integração na sociedade. É evidente que em alguns casos houve o voto de protesto, que em eleições passadas ameaçaram eleger um Cacareco e o Macaco Tião. Neste particular, melhoramos muito. Outra perplexidade que a mídia vem destacando é a eleição de Paulo Maluf. A se dar crédito à mídia, Maluf é o morto político mais vivo e notório da nossa vida pública. Há seguramente 20 anos, de tempos em tempos, decreta-se a sua morte política, no entanto, sempre que há eleição, ele ressuscita com boa margem de votos. Não dá para se eleger governador ou prefeito. Mas, para obter um lugar no Congresso, tem um capital próprio de votos que não emigram para outros candidatos.

  • Temporada de palpites

    Folha de são Paulo (São Paulo), em 03/10/2006

    Pensando bem, e com exceção de casos isolados nos diversos níveis das eleições de domingo, os resultados eram mais ou menos esperados: sobretudo a queda de Lula e a surpreendente arrancada final de Alckmin.Tenho a impressão de que, se a eleição fosse daqui a uma semana, Lula nem chegaria ao segundo turno. Embora não comprometido fisicamente com a novela do dossiê com que o PT tentava bombardear o PSDB, Lula pegou as sobras e pegará outras tantas à medida que as investigações prossigam até uma apuração final e fatal para o PT.Curiosamente, o papel de Lula foi muito mais ambíguo no caso do mensalão. Ele garantiu e garante até hoje não ter nada com a corrupção que marcou os últimos meses de seu primeiro mandato. Quanto ao dossiê, me parece um fantasma, pois ninguém viu, ninguém leu, ninguém sabe se existe mesmo, mas produziu o fato incontestável do dinheiro que veio de fora para dar uma desastrada ajuda aos interesses petistas de torpedear as candidaturas tucanas. É difícil acreditar que Lula esteja envolvido nessa lambança eleitoral, como é difícil acreditar que ele esteja inocente das lambanças anteriores.Em todo caso, a lambança do dossiê foi de tal ordem que sobrou para todos do PT, inclusive para seu presidente de honra. Ele terá menos de um mês para recuperar a sua imagem de traído e abandonado pelo próprio partido que criou.

  • Presença de Tobias

    Tribuna da Imprensa (Rio de Janeiro), em 03/10/2006

    A importância da presença de Tobias Barreto no pensamento brasileiro leva-nos a aferimentos dos diversos ângulos da nossa cultura por ele analisados. Foi ele, antes de tudo, um professor. Um professor escrevendo, um professor dando aulas, um professor discutindo e conversando. Como quem mais aprende é o bom professor, estudou Tobias o alemão, o que a ele possibilitou, juntamente com o francês e o inglês, um ingresso real nos grandes sistemas filosóficos de seu tempo.

  • Objetivo nacional

    Folha de São Paulo (São Paulo), em 02/10/2006

    Em dias de tédio forçado por motivo de saúde, andei relendo o livro de Fraga Iribarne, "Un Objetivo Nacional", traduzido por Carlos Lacerda e escrito nos primeiros anos após a morte do generalíssimo Franco e a restauração da monarquia na Espanha, na qual o autor foi um dos ministros e mais tarde governador da Galícia.

  • A marca da energia

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 23/09/2006

    Os exemplos são numerosos, sobretudo se considerarmos o que ocorre nos Estados Unidos. As universidades corporativas constituem-se em diversos campos bem diversificados. Elas existem em grandes empresas, como a Coca-Cola, a IBM e a Mc Donald"s. Fruto da existência da Era do Conhecimento, em que a qualidade das instituições universitárias e a diversificação dos serviços educacionais constituem premissa dos novos tempos.Em nações como a Coréia do Sul, a Índia e a Malásia alteraram-se as leis do país para facilitar a atração de investimentos internacionais, enquanto muitos dos seus alunos beneficiam-se de estudos no exterior, em animado e proveitoso intercâmbio cultural e científico. Em nossa visita à Suffield Academy, na região americana de New England, era comum o encontro com chineses, coreanos e indianos em seus corredores, para temporadas de estudos que depois os devolveriam às origens, atualizando os seus conhecimentos e os levando às suas origens.Nos tempos de globalização, a educação transformou-se num meganegócio, como atesta o Projeto Erasmus, da União Européia, que apóia a mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores, em benefício da nova Era. No Brasil, podemos saudar com entusiasmo a existência das suas primeiras universidades corporativas, como a que acaba de ser criada pela Eletrobrás, por iniciativa do seu presidente Aloísio Vasconcelos.Preocupada com a perda de profissionais para o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a grande empresa brasileira de energia mobilizou suas forças e fez nascer a UNISE (Universidade Corporativa do Sistema Eletrobrás), com sede no Rio de Janeiro e ramificações em todo o País, nas regiões em que a instituição tem atuação. Vai pautar sua ação na gestão de pessoas em competências para que sejam alcançadas as diretrizes do seu planejamento estratégico, isso com características de realização de um sonho, de apreensão de um estilo corajoso e de olhos postos no futuro, conforme expressão do seu Chanceler.As empresas do sistema têm naturalmente um capital intelectual que precisa ser enriquecido. Como o processo de aprendizagem deve ser ativo e contínuo, para sempre, busca-se assim a excelência, num dos setores fundamentais do nosso desenvolvimento, utilizando modalidade que empolgou instituições do porte da Caixa Econômica, do Serpro, da Eletronorte, do Banco do Brasil e da Petrobras. Cada uma delas desenvolve a sua experiência, de forma crescente, como se não pudesse mais dispensar o seu uso corporativo. Assim se poderá assegurar, também, o compartilhamento dos saberes, abrindo o vastíssimo e atraente campo internacional, do qual não podemos, por motivos estratégicos, nos afastar.Para se ter idéia da seriedade do projeto, ele nasce com a possibilidade de emprego de todas as tecnologias disponíveis, videoconferência, internet, ilhas de edição digital, satélite, etc. Os cursos estão sendo programados, inclusive um MBA em Energia. O MEC já foi mobilizado para o estudo da certificação. A marca da energia, que simboliza a existência da Eletrobrás, poderá ser também a marca da educação corporativa. Todos ganharão com isso.

  • Às vésperas da "civilização do medo"

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 22/09/2006

    Atingido com a baixa inédita dos 28% só de aprovação popular Bush parte finalmente para a estratégia de retorno aos píncaros da sua popularidade após o 11 de setembro. E aproveitou a relembrança dos primeiros cinco anos da data catastrófica para não deixar dúvidas quanto ao futuro que fecha a sua nação, aprisionando-a no universo de receio e de coabitação sem volta com o terrorismo.As últimas declarações da Casa Branca são incisivas quanto ao desafio à Corte Suprema americana que tornou inequívoca a coexistência de disposições críticas do Patriot Act - aprovado sob as cinzas fumegantes do World Trade Center - para um efetivo regime das liberdades e das garantias do direito do homem de que, afinal, foram predecessores fundamentais os founding fathers da primeira Carta americana moderna, de Franklin e Jefferson em Washington.O governo Bush não deixou dúvidas quanto ao apoio à CIA e às novas regulações de segurança quanto a manutenção de um regime duro de torturas diante dos suspeitos de terrorismo. Admitem a imersão da cabeça dos presos em baldes d"água, ou ameaças de inanição. E o presidente continuará a questionar a decisão-chave de 5 a 3 da Corte, e o Acórdão Soutes, quanto à obediência pelos Estados Unidos, às Convenções de Genebra, e a inclusão dos homicidas do Al-Qaeda às garantias dos prisioneiros de guerra.Desaparecerão, sim, no que se tornava insustentável diante do acórdão as muitas prisões secretas da CIA onde se presume se repetiriam as violências de Abu-Ghraib ou da tortura sistemática para obtenção das informações dos inimigos da humanidade na sua tentativa de abate do mundo do dito "grande Satã".O presidente não deixa dúvida sobre o quanto já, e sem volta, quer ser lembrado na larga perspectiva da história como o líder sem receio nem contemplação, da face implacável dos Estados Unidos diante dos seus inimigos. Mormente quando a alternativa, tal como repetiu Bin Laden nas últimas semanas, seja a da conversão da América ao Islão.Entorpeceu-se a grita contra a revelação das violências das torturas de Abu-Ghaib, mesmo quando agora o presidente confessa a existência de prisões secretas e palcos da extração de informações a qualquer custo dos terroristas. Democratas e republicanos reconhecem o perigo da nação ineditamente ameaçada, mas ainda hesitam sobre a prevalência efetiva da Rule of Law sobre o definitivo mergulho dos Estados Unidos nas leis de exceção e na protração indefinida de um inédito estado de guerra larvar para as próximas décadas.É de logo que o núcleo duro do Bushismo se revigorou no extremo deste neo-evangelismo conservador, que chegou a ver, através de Pat Dickson, por exemplo, a queda das torres como uma punição à América pela tolerância com o homossexualismo, o casamento gay, a complacência com o aberto e amplitude do consumo de drogas no seu território. E é nesta mesma hora que alguns senadores e senadoras "neocons", chegam até - para espanto póstumo e irredutível dos founding fathers - a reconhecer como após o Patriot Act os princípios evangélicos deveriam estar consagrados numa legislação americana que chegasse ao último maniqueísmo, e ao combate ao mal visto como ínsito ao terrorismo.Os mesmos grupos secundaram enfaticamente a reação de Israel frente ao Hezbollah, tanto os Estados Unidos se vêem sucessores da tarefa histórica da nação eleita por Deus. Washington reforçaria, num mundo dos jihads, a aliança com Deus, e a preservação dos valores de sua lei, no mundo corrompido na modernidade e sua devastadora secularização. Há seis meses ainda e antes da nova leva terrorista, o Congresso americano marchava para a abolição final do Patriot Act. Hoje se reconhece que não há conexão entre o Al-Qaeda e Saddam, se dá conta da multiplicidade dos focos de ataque aos Estados Unidos e que exige do país passar da defensiva às guerras preemptivas para destruir antecipadamente os adversários.Experimentada nos mísseis arrasa quarteirão em Beirute no sul do Líbano, a preempção se alinha, em todo o seu portento, no que seja uma resposta final aos arreganhos de Ahmadinejad. O que de toda forma parece desaparecer é qualquer tentativa de que os Estados Unidos aliem-se às Nações Unidas, à prevenção do genocídio ou do etnocídio e na aceitação da Corte de Haia como para o julgamento dos crimes contra a humanidade.De toda forma, a comemoração deste qüinqüênio do horror da queda das torres mostra como o seu abalo foi além do ground zero. Uma nova filosofia defensiva pode ir ao pedido de emenda constitucional e quiçá até ao seu plebiscito. A Corte Suprema julgou a violência de Guantanamo e o atentado aos direitos de seus detentos frente à Carta de Jefferson e de Roosevelt. O sucessor de Bush terá a responsabilidade de confirmar ou não a expectativa do mundo livre, de que o país canônico das liberdades não fecha, de vez, os cadeados de uma "civilização do medo".

  • Que tempos de viver-se

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 22/09/2006

    É difícil cooptar um assunto em meio a tantos que circulam nas manchetes políticas e policiais. Você não vive o dilema de um escritor em busca de personagens, mas a necessidade de convencer um tema a que ele entre em seu artigo. Quase sempre, quando existem muitos, ele resiste.

  • A educação e o futuro

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 20/09/2006

    O Brasil é a 11ª economia do mundo. Com um PIB estimado de quase R$ 2 trilhões, convive lamentavelmente com uma educação das mais frágeis do planeta. Uma incoerência de difícil compreensão, sobretudo se escutarmos os discursos oficiais. É uma prioridade verbal, característica de carismáticos líderes latinos: estamos fartos de ouvir velhos refrãos, segundo os quais "a educação é a solução".

  • Hegemonia e implosão democrática

    Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), em 20/09/2006

    As cerimônias do qüinqüênio do horror da queda das torres em Nova York mostraram-nos mais do que a desolação das repartidas, diante do quarteirão arrasado, do ground zero. A demora da reconstrução exprime também as hesitações no como retomar o mundo de antes da catástrofe, buscando uma efetiva "cultura da paz". A crescente exasperação da luta contra o terror só evidencia o quanto estamos no começo de uma nova guerra de 100 anos, a consolidar uma "civilização do medo". Mormente quando o perigo passa a se encontrar numa pasta de dente na mala de mão, e o que começou com a Al Qaeda, hoje, se alastra numa ameaça incontrolável, anônima, e talvez apenas no começo de uma confrontação sem volta, do martírio assumido pela causa islâmica, além do seu mundo original.

  • Uma recolta exemplar

    Tribuna da Imprensa (Rio de Janeiro), em 19/09/2006

    Recoltas de ensaios sobre os pontos altos da literatura de várias origens estão entre os melhores e mais adequados meios de promover cultura num país. Cito o exemplo de alto nível que me chega às mãos agora, vindo da Academia Cearense de Letras, de Fortaleza. Trata-se de um volume intitulado "Literatura universal", que reúne estudos sobre 27 escritores de vários tempos e idiomas.

  • Ética coletiva

    O Globo (Rio de Janeiro), em 18/09/2006

    O Globo levou toda a riqueza da nossa intelectualidade a manifestar-se sobre questão-chave do presente momento político brasileiro. A que vai a exigência ética, e de como se vence o bordão para reclamá-la? Neste momento de transformação da sociedade brasileira quais seus imperativos prioritários? O impacto crítico do governo que ora disputa a reeleição foi infundir à massa mais desvalida de seus eleitores a idéia de que saímos da inércia social, e de que existe poder político tocado pelo país do outro lado.

  • O livro em cena

    Jornal do Commercio (Rio de Janeiro), em 16/09/2006

    Foi uma idéia das mais felizes - e que se realizou pela terceira vez, em Curitiba - o evento intitulado "Livro em Cena", promovido pelo Colégio Decisivo. Nas magníficas instalações da Estação Embratel Convention Center, na capital paranaense, 1.400 pessoas aplaudiram com muita ênfase as apresentações de membros da Academia Brasileira de Letras, fazendo a análise de escritores de nomeada e que costumam ser citados nos vestibulares. A idéia nasceu com Carlos Heitor Cony.Quem não conhecer particularidades da obra de Ariano Suassuna, por exemplo, está fadado ao insucesso. Desta feita, a análise foi feita do seu clássico O santo e a porca, com o esclarecimento inicial de que o animal referido não é exatamente a fêmea do porco, mas sim um cofrinho de madeira, onde o personagem principal costumava guardar por anos as suas economias, muitas das quais referentes a salários não pagos aos seus funcionários. Coisas bem típicas do simbolismo praticado pelo autor paraibano.Outro desafio foi a lembrança do premiado O pagador de promessas, de Dias Gomes, autor baiano com muito sucesso no Rio de Janeiro - e que morreu precocemente em desastre de automóvel. O ex-marido da campeã Janet Clair adotou uma linha realista como gênero literário. Brilhou na TV, onde o seu "O bem amado" deixou história, com o paradigmático prefeito Odorico Paraguaçu ("vamos deixar de entretantos e partir para os finalmentes"). Na ocasião de discussão em torno dessa obra de grande repercussão, lembramos suas semelhanças com o clássico "O coronel e o lobisomem", de outro renomado acadêmico da nossa literatura: José Cândido de Carvalho. O curioso é que a ambiência deste último é a cidade de Campos dos Goytacazes, enquanto o escritor baiano criou uma cidade fictícia, que pode ter se situado no interior do seu Estado. Pura coincidência? Vamos deixar que corra essa versão mais cômoda.Nélida Piñon falou, a pedido dos diretores Índio do Brasil e Jacir Venturini, a respeito de D.Casmurro, uma das maiores obras de Machado de Assis, e o pequeno mas consistente livro de José de Alencar intitulado Como e porque sou romancista. É um texto que nasceu como folhetim, num jornal do Rio, mas que sintetiza tudo o que deve conhecer um candidato a escritor, com pendores para o romance. Por essa razão, Alencar é considerado o pai do romance brasileiro. Foi muito aplaudida, como sempre, pelo seu poder de síntese e a forma apaixonada como se refere è literatura brasileira, sendo ela uma das nossas autoras mais conhecidas lá fora, detentora de vários prêmios, especialmente no mundo hispânico.O professor Juarez Poletto, mestre querido de Literatura dos alunos do Colégio Decisivo, deu a sua colaboração, arrancando aplausos dos alunos por sua magnífica análise crítica de Leão de Chácara e Muitas Vozes. Depois do almoço foi a vez do acadêmico e jornalista Cícero Sandroni, hoje Secretário Geral da ABL. Discorreu com muita propriedade sobre Memórias de um Sargento de Milícias e Terras do Sem Fim.Como fecho de ouro, Lygia Fagundes Telles. Tem um enorme prestígio no Paraná. Falou sobre Meus Poemas Preferidos e Seminário dos Ratos. Explicou, de forma pessoal, todos os meandros da sua original construção literária. Quando terminou o seu tempo, foi ovacionada. Uma bela e proveitosa ocasião, rara, diga-se de passagem, para a necessária interação aluno-professor.