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Artigos

 
  • O ato de perdoar

    Extra (RJ), em 12/12/2007

    O perdão é uma estrada de mão dupla. Quando perdoamos alguém, estamos perdoando a nós mesmos. Se somos tolerantes, fica mais fácil aceitar nossos erros. Sem culpa nem amargura, conseguimos melhorar nossa atitude. Pedro perguntou a Cristo: "Mestre, devo perdoar sete vezes meu próximo?". E Cristo respondeu: "Não apenas sete, mas setenta vezes". Quando, por fraqueza, deixamos que o ódio, a inveja, a intolerância vibrem ao nosso redor, terminamos nos consumindo. O ato de perdoar limpa o plano astral e nos mostra a verdadeira luz da Divindade.

  • Proust e os editores

    Tribuna da Imprensa (RJ), em 11/12/2007

    O problema, que problema é, de leitores contratados pelas editoras para que opinem sobre originais de escritores, assume novas proporções com dois livros publicados na Europa. O de Umberto Eco (em italiano, "Diário mínimo"; em francês, "Pastiches et postiches") apresenta possíveis opiniões de leitores a respeito da Bíblia, de "O processo", de Kafka, de Proust, de Joyce: é obra de crítica e sátira. O segundo divulga uma pesquisa séria sobre as relações de Proust com seus editores: "Marcel Proust à la recherche d'un editeur", de Franck Lhomeau e Alain Coelho.

  • Ansiedade e busca

    Extra (RJ), em 11/12/2007

    Um homem visitou um mestre e pediu: “Preciso saber qual o primeiro passo que deve dar aquele que deseja seguir o caminho espiritual”. O mestre o levou até um pequeno poço e pediu que ele olhasse seu reflexo na água. O homem obedeceu, mas o ermitão começou a jogar pedras na água, mexendo a superfície. “Não poderei ver direito meu rosto enquanto o senhor jogar pedras”, disse o homem. “Como é impossível para um homem ver seu rosto em águas turbulentas, também é difícil buscar Deus se a mente estiver ansiosa demais. Aí está sua primeira lição”.

  • O perigo chavista

    O Globo (RJ), em 10/12/2007

    A Aliança das Civilizações das Nações Unidas realiza a sua primeira reunião no Brasil, no empenho de se votar uma "cultura da paz" após a catástrofe das torres, o avanço do terrorismo internacional e da desconfiança entre as culturas. Os últimos dias atestaram como, no cerne desta grande ruptura de nosso tempo, encontram-se o jogo de um irracional coletivo, as mobilizações populares, por sobre o esforço de coexistências com a diversidade, tal como pede o aprendizado democrático, para a volta à dita "cultura da paz".

  • Busca espiritual

    Extra (RJ), em 10/12/2007

    Há muitos anos, numa época de negação da fé eu estava com minha mulher e uma amiga num bar, conversando, quando encontramos um velho companheiro. Ele tinha entrado para um seminário e começou a falar sem parar, sobre Jesus e seus ensinamentos. Nós o ironizamos. Na saída do bar, minha amiga apontou para uma criança que dormia na calçada. “Vê como Jesus se preocupa com o mundo?”, disse ela. “Ele colocou a criança ali para que você visse e pudesse fazer alguma coisa”, respondeu o amigo. Aquilo iniciou o meu retorno à busca espiritual.

  • Investimentos em Recursos Humanos

    Jornal do Commercio (RJ), em 30/11/2007

    Com o maior crescimento econômico que se registra no Brasil, aumentou na mesma proporção a busca por profissionais qualificados. Grandes empresas como a Petrobras e a Companhia Vale do Rio Doce passaram a realizar investimentos mais expressivos em recursos humanos, para suprir o déficit atual de mão-de-obra especializada, nos níveis médio e superior.

  • Uma visão do Brasil

    Jornal do Brasil (RJ), em 30/11/2007

    NOVA YORK - Pela primeira vez chego aos EUA - para o lançamento do meu romance Saraminda aqui e participar da 7ª Conferência Latino-Americana - e não encontro o costumeiro catastrofismo de sempre, comum entre gregos e troianos, sobre o Brasil e as desgraças que pesavam sobre nós. As perguntas que nos fazem, hoje, são diferentes de outrora, e falam surpresos sobre os bons ventos da economia, a profundidade da liderança do presidente Lula e a tranqüilidade social, sem riscos de ruptura institucional, em contraste com o que ocorre com outros países da América do Sul.

  • Oceano que emociona

    Extra (RJ), em 30/11/2007

    Diego nunca tinha visto o mar. Certo dia, o amigo Santiago o levou para descobrir as maravilhas do oceano. Eles viajaram durante muitos dias. Em determinada tarde, Santiago disse a Diego: “Você sabia que atrás daquelas dunas está o que a gente procura, o mar?”. Naquele momento, o coração do garoto bateu mais forte do que o normal, demonstrando a sua emoção. Ele subiu correndo as areias e, quando chegou ao topo, percebeu que estava diante do oceano. Foi tamanha aquela imensidão que o menino ficou totalmente mudo. Não falava nada. Quando ele finalmente recuperou a voz, começou a gaguejar, com os olhos lacrimejantes: “É muito grande! Ajuda-me a olhar!”.

  • Palavras demais

    Folha de S. Paulo (SP), em 29/11/2007

    RIO DE JANEIRO - Deus conseguiu criar o mundo com apenas duas palavras: "fiat lux!" (o ponto de exclamação não conta, é um sinal gráfico, e não uma palavra). Para explicar a necessidade da prorrogação da CPMF, Lula e a turma do governo já gastaram mais de um bilhão de palavras -e o resultado está longe de ser luminoso, possibilitando a separação das terras e das águas, a criação do Sol, das estrelas no céu e dos pássaros na Terra. De quebra, do boneco de barro do qual tirou uma costela e tudo começou.

  • Repetir faz bem

    Extra (RJ), em 29/11/2007

    Não se deixe assustar pela rotina. Muitas religiões usam a repetição para ajudar seus fiéis no contato com o chamado Universo Espiritual. Os adeptos dos Hare Krishna cantam a mesma frase seguidas vezes. Já os católicos usam o terço e mantêm a repetição de preces. No judaísmo, o rabino Nachman de Bratzlav sugere: “Se você não consegue meditar, deve repetir uma palavra. Não diga nada mais, apenas repita a palavra sem parar. Ela perderá seu sentido e depois ganhará um novo.

  • O impacto da nossa democracia

    Jornal do Brasil (RJ), em 28/11/2007

    Na recente conferência de Túnis, o mundo islâmico referiu-se especificamente ao Brasil no desfecho de um encontro amplo sobre os impasses do diálogo internacional, à sombra do terrorismo do nosso tempo. Estava em causa um horizonte às vésperas de uma "civilização do medo", e do entrincheiramento das desconfianças recíprocas, acirradas pelo abate das torres gêmeas de Nova York. A mensagem básica era de que o Islã é cultura constitutivamente tolerante, e que as ações do grupo Al Qaeda e congêneres vão a um extremismo diferente dos conflitos clássicos de minorias radicais.

  • A busca dos tolos

    Extra (RJ), em 28/11/2007

    Um mestre Zen descansava com seu discípulo. Pegou um melão, dividiu-o e ambos começaram a comer. Seu discípulo disse: “Mestre, tudo que o senhor faz tem sentido. Dividir este melão talvez seja um sinal de que tem algo a me ensinar”. O mestre nada falou. “Pelo seu silêncio, entendo a pergunta oculta: o gosto que estou experimentando está no melão ou na minha língua?”. E o discípulo prosseguiu, até que o mestre disse: “Os mais tolos são aqueles que se julgam inteligentes e buscam interpretação para tudo. O melão é gostoso e deixe-me comê-lo em paz!".