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Viva o Quirguistão
Desejamos que não faltem recursos financeiros ao ministro da Educação. E que sejam eles muito bem aplicados
Desejamos que não faltem recursos financeiros ao ministro da Educação. E que sejam eles muito bem aplicados
A longa tradição dos monges cristãos do deserto fala sobre o importante ato de orar, nem sempre praticado: “Procure caminhar até um lugar bastante silencioso e deixe sua alma ajoelhar-se. Não pense em absolutamente nada, apenas entregue-se. Una o seu desejo com o desejo de Deus. A partir daí, e aos poucos, tente transformar o seu desejo no desejo de Deus. Se você fizer isso e repetir o ato por duas semanas, durante apenas cinco minutos do seu dia, o amor supremo irá se manifestar. E é esse amor supremo que vai trazer de volta as cores da sua vida”.
Alguns anos atrás, minha mãe saía para se encontrar com uma amiga e, ao passar pelo jardim de nossa casa, colheu uma rosa para presenteá-la. Assim que a amiga a viu, começou a chorar. Após algum tempo, virou-se para minha mãe e explicou: ‘Perdi minha mãe há dois meses. Acordei hoje com uma profunda tristeza, queria saber se ela estava feliz em seu novo lugar. Jamais recebo flores, mas pedi a mamãe que me desse um sinal: se alguém, hoje, me oferecesse uma rosa, isto significaria que ela estava bem e alegre. Muito obrigada por ter Sido o instrumento desta mensagem.
RIO DE JANEIRO - A semana que passou foi, ao mesmo tempo, dura e mole para o presidente da República. Como chefe do governo, amargou duas derrotas no Senado, uma delas vexatória, pois se empenhou pessoalmente até o último momento pela prorrogação da CPMF.
O que é ser feliz? A pergunta que, desde a antigüidade clássica, nunca deixou de ser formulada, constitui-se em um desafio
Na quarta-feira passada, sabedor de que, no Senado da República, estaria sendo travada a grande batalha democrática da CPMF, liguei a TV cedo, mandei buscar farto suprimento de pipoca e, juro a vocês, assisti a todo o espetáculo, com exceção dos comparativamente raros momentos em que caí no sono e fui logo despertado por um dos muitos brados retumbantes dados no plenário. Eu não me perdoaria se perdesse aquelas cenas, que, para começar, só podiam acontecer no Brasil mesmo. Imagino que, em qualquer outro país, o espanto seria absoluto e muita gente não ia acreditar nem vendo.
O monge Chu Lai estava descansando próximo a um riacho, quando um jovem discípulo se aproximou dele e disse: “Queria saber qual a melhor maneira de servir a Deus”. Sem titubear, o monge respondeu: “Oração, penitência, reparação”. “E qual a pior maneira?”, quis saber o rapaz muito ansioso. “Ofensas ao próximo”, tornou a responder o monge, de forma bem direta. “Pensei que a pior coisa fosse a ofensa a Deus”, retrucou o rapaz, meio confuso. “Você está enganado”, explicou Chu Lai: “Deus está em toda parte e você poderá encontrá-lo sempre que se arrepender. Mas, quando se ofende o próximo sem razão, Ele pode partir para um lugar distante e, nesse caso, você não terá jamais uma oportunidade para Lhe pedir perdão.”
É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça. Todos os dias Deus nos dá, junto com o sol, um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico. Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na fechadura da porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Esse momento existe: um momento em que toda a força das estrelas passa por nós e nos permite fazer milagres.
REPITO, o desenvolvimento tem três aspectos: o econômico, o social e o político. É neste que reside o perigo brasileiro.
É muito atraente proclamar a necessidade de um novo modelo para a educação brasileira. Quem não estará de acordo? Conhecendo a realidade das nossas escolas, especialmente as públicas, sente-se o vulto do desafio. A capacitação necessária deve ser acompanhada de incentivos salariais, como ocorre nos países pós-industrializados. Eles podem ainda utilizar padrões conservadores, sem maior criatividade, mas têm melhores condições de se dar bem na Sociedade do Conhecimento. O sistema CIEE, no Brasil, já treinou mais de sete milhões de jovens. Depara-se, no entanto, com um problema que extrapola os limites da sua atuação. Quase 30% da nossa população jovem, entre 18 e 25 anos de idade, não têm oito anos de estudos, ou seja, sequer concluíram o ensino fundamental, carecendo assim de qualificação.
Todos nós, sem exceção, tivemos e passamos por várias experiências difíceis durante nossa vida. Isto faz parte desta nossa passagem pela Terra. E em muitos desses momentos pensamos que “as coisas podiam ter acontecido de uma outra maneira”, mas o fato é que não tem jeito mesmo: nós não podemos nem temos o poder de mudar nosso passado. Por outro lado, é uma mentira e uma ilusão pensar que tudo que acontece tem seu lado bom ou positivo. Existem coisas que deixam marcas muito difíceis de superar, feridas que sangram muito. Como, então, podemos nos livrar de nossas experiências amargas? Só existe uma maneira: vivendo realmente e de maneira sincera o presente. Temos que tirar do milagre de nossa vida a alegria que necessitamos para manter viva nossa fé e nossa confiança no próximo. Como diz aquela frase conhecida: “Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida”.
A Aliança das Civilizações das Nações Unidas realizou a sua primeira reunião da segunda etapa no Rio de Janeiro de 8 a 10 de dezembro. Defrontou-se com o tema em que a discussão da interculturalidade encontra o seu limite de diálogo: o reconhecimento do universal dos Direitos Humanos como caminho para a retomada de uma cultura da paz.
Vendia de tudo, panelas, talheres, escarradeiras, penicos, ferros de engomar
RIO DE JANEIRO - Mestre do rigor histórico, Ruy Castro listou três episódios formidáveis que foram presenciados por milhões de pessoas no justo momento em que aconteciam. Ele citou o show do Police no Maracanãzinho, em 1982; o primeiro treino de Garrincha no Botafogo, em 1953; e a final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã.
Realizou-se no Rio de Janeiro, de 8 a 10 último, a primeira reunião, no hemisfério, da Comissão das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações. Sob o comando do ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio, o encontro denunciou, com o maior realismo, o perigo da retórica nesses debates, presos ao lugar-comum da burocracia internacional.