Portuguese English French German Italian Russian Spanish
Início > Artigos > Artigos

Artigos

 
  • Lula no seu labirinto

    O Globo, em 02/11/2012

    O julgamento do mensalão, que se encaminha para seu fim com a definição das penas dos condenados após o STF ter decidido que houve, sim, desvio de verba pública para compra de apoios políticos, clareou o cenário para a discussão sobre se o ex-presidente Lula sabia ou não do que ocorria "entre quatro paredes" no Palácio do Planalto, o aspecto mais delicado politicamente desse processo.

  • Começa o jogo

    O Globo, em 31/10/2012

    De repente, houve percepção generalizada de que o PSB cresceu e surgiu como um dos mais importantes partícipes do jogo eleitoral. Mas ele já era partido com forte penetração no Nordeste, com seis governadores eleitos, sendo quatro nessa região: Pernambuco, Ceará, Paraíba e Piauí. O que deu caráter nacional ao PSB nesta eleição municipal foi ter enfrentado e derrotado o PT em capitais como Recife, Fortaleza e Belo Horizonte.

  • O lobo e o cordeiro

    Folha de S. Paulo, em 30/10/2012

    Aos 11 anos, obrigaram-me a decorar uma fábula de Esopo, reescrita em latim por Fedro. Até hoje a sei de cor: "Ad rivum eundem lupus et agnus...". O lobo e o cordeiro vieram ao mesmo rio. O lobo quis comer o cordeiro que estava sujando a água que pretendia beber.

  • O novo-velho

    O Globo, em 30/10/2012

    A figura que melhor representa o atual estágio de nossa política partidária, até porque, mesmo responsável direto pela maior derrota de seu aliado PSDB, pode se considerar “vitorioso” nesta eleição, é o prefeito Gilberto Kassab. As características mais enraizadas, a esperteza mais óbvia, todas as ambiguidades de nossa política que afugentam o eleitor das urnas em nível nunca antes registrado estão reunidas em Kassab e em seu novo-velho PSD, partido que não é “nem de centro nem de direita nem de esquerda”.

  • Dosimetria

    Folha de S. Paulo, em 28/10/2012

    Confesso que, por isso ou aquilo, por preguiça mental ou por genérica ignorância, nunca havia me deparado com a palavra "dosimetria". Salvou-me não o Rhum Creosotado, mas os debates no STF da ação penal 470, que a plebe rude prefere chamar de mensalão. Desconfiei o que era e fui ao "Aurélio" confirmar. Resumindo, trata-se do cálculo da pena prevista nos códigos específicos para um condenado pela Justiça.

  • Mais um serviço para o chato a jato

    O Globo, em 28/10/2012

    Mesmo no tempo das hélices, já havia chato a jato. Claro que já havia, o que não havia era avião a jato. A designação de hoje se deve à tecnologia dos aviões atuais, mas creio que, desde que o homem passou a utilizar meios de deslocamento que não as pernas, o chato a jato já existia. Hão de ter existido chato a cavalo, chato de trenó, chato de trirreme, chato de caravela e assim por diante. No meu caso, que sou chato a jato, não acho impossível que se trate de um problema de origem genética. O coronel Ubaldo, meu façanhudo avô materno, que nunca chegou nem perto de um avião e ficava inquieto nas raríssimas ocasiões em que algum deles sobrevoava a ilha, era renomado chato de canoa e de lombo de jegue.

  • Irreverência plena a favor do país

    O Estado de S. Paulo, em 27/10/2012

    Darcy Ribeiro (Montes Claros, MG, 26 de outubro de 1922-Brasília, DF, 17 de fevereiro de 1997) foi o menos convencional, e talvez o mais destemido, dos nossos intelectuais. Lutou energicamente em várias frentes. Como antropólogo, professor, político, escritor de perfil plural, ensaísta, romancista, poeta, memorialista. Foi igualmente um bem-sucedido gestor cultural e educacional. Jamais pode ser visto como um conformado. Pertencia à família, não muito numerosa, dos militantes da esperança.

  • O voluntarismo de Barbosa

    O Globo, em 27/10/2012

    As críticas do relator Joaquim Barbosa ao sistema penal brasileiro, feitas no ardor de uma das muitas discussões com o revisor Ricardo Lewandowski, explicam seu empenho em dar penas mais pesadas aos réus, tratando cada crime separadamente, sem a preocupação de calcular a pena como um todo, no dizer do revisor.

  • Preocupação saudável

    O Globo, em 26/10/2012

    Mesmo que demonstrem estar aprendendo na prática a fazer dosimetrias, e que por isso não consigam deslanchar a conclusão do julgamento do mensalão, os ministros do Supremo Tribunal Federal estão dando uma demonstração pública de suas preocupações com a coerência de seus votos, sempre no sentido de não atribuir aos réus penas que não correspondam à real participação de cada um no esquema de corrupção.

  • A irresistível mídia eletrônica

    Jornal do Commercio (RJ), em 26/10/2012

    A discussão em torno da sobrevivência (e por quanto tempo) da mídia impressa tornou-se secundária.  Isso porque os estudiosos confiam que, ao longo de muitos anos, haverá uma convivência harmônica das mídias impressa e eletrônica.  A reforma recente do jornal O Globo, por exemplo, é muito sintomática.  Foram gastos milhões na versão impressa, sinal de confiança no futuro.

  • Uma eleição sem partidos

    Diários do Amapá, em 26/10/2012

    Meu avô contava a história de um político que entrou num cemitério e parou diante de um túmulo, onde estavam escritas as velhas palavras: “Aqui repousa em paz fulano de tal”. Ele escreveu embaixo: “Porque nunca concorreu a uma eleição”. Nem depois de morto tem paz.

  • Eleições e fatalidade da palavra

    Jornal do Commercio (RJ), em 26/10/2012

    O segundo debate da campanha presidencial nos EUA tornou mais nítido ainda o racha entre as duas visões do país que vão ao pleito. No primeiro confronto, Romney já tinha insistido na presença militar internacional do país, e pretende criar brand new o maior aparelho bélico do nosso tempo. E, em apoio à velha globalidade hegemônica, foi a fundo na agressão à China, no empenho de um descrédito, na desconfiança de suas tratativas externas, a começar pela perene manipulação cambial.

  • Definições

    O Globo, em 25/10/2012

    O Supremo estabeleceu ontem os parâmetros básicos para a condenação do ex-ministro José Dirceu, considerado o "chefe da quadrilha" do mensalão. A maioria, à exceção costumeira dos ministros Ricardo Lewandowski e Dias Toffolli, votou pela condenação do publicitário Marcos Valério proposta pelo relator Joaquim Barbosa a sete anos e oito meses pelo crime de corrupção ativa em regime de continuidade delitiva.

  • STF se perde

    O Globo, em 24/10/2012

    Mais uma vez os ministros do Supremo bateram cabeça ao vivo e em cores, dando uma demonstração evidente de que não têm uma organização que lhes permita ordenar minimamente uma sessão na qual o fundamental é ter critérios claros para basear as condenações dos réus.

  • República dos Livros

    O Globo, em 24/10/2012

    Faz trinta anos que decidi atravessar a cidade do Rio de Janeiro. E não tenho a mais remota esperança de terminar a viagem, que vai do morro de São Bento à Quinta da Boa Vista. Viagem interminável pelos arquivos, bibliotecas e gabinetes.