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Artigos

 
  • Retrato da burocracia

    O Globo, em 24/12/2011

    A cientista política Maria Celina D’Araujo, do Departamento de Sociologia e Política da PUC-RJ, analisando a composição dos altos cargos públicos no Brasil tendo como foco o perfil político, econômico e social dos ocupantes de cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) níveis 5 e 6, nos governos Fernando Henrique e Lula, chega à conclusão de que, embora a partidarização tenha sido maior no governo Lula, e a conexão entre serviço público, filiação sindical e partidária reflita-se mais intensamente na nomeação dos dirigentes públicos quando o PT está no poder, em ambos os governos “é alta a qualificação técnica e acadêmica dos dirigentes públicos, bem como sua experiência profissional”.

  • Brasil x EUA: afastamento gradual

    O Globo, em 23/12/2011

    Tomando por base a taxa anual de convergência com os Estados Unidos nas votações realizadas na Assembleia Geral da ONU, em mais de seis décadas e 18 mandatos presidenciais, o cientista político Octavio Amorim Neto, da Fundação Getulio Vargas do Rio, apresenta um interessante panorama do processo histórico que moldou nossa política externa, levando-a a um progressivo distanciamento em relação aos Estados Unidos.

  • Mal começa o fundamentalismo americano

    Jornal do Commercio (RJ), em 23/12/2011

    No decorrer deste ano só se reforçaram os perigos da expansão do fundamentalismo americano, em contrapartida às ameaças da radicalidade islâmica, ou do terrorismo, brotado há uma década, com a derrubada das torres de Manhattan. Não o aplacou a execução de Bin Laden, nem a de um dos seus principais lugares-tenentes, entregue, também, ao fuzilamento americano pelo governo do Iêmen, e em troca da conservação do status quo do país.

  • Ataque à imprensa

    O Globo, em 22/12/2011

    As duas ações recentes do governo da Argentina contra o grupo jornalístico Clarín, o maior do país, fazem parte de uma já longa disputa pelo controle da informação pelo governo de Cristina Kirchner, prosseguindo o projeto que foi iniciado no governo de seu falecido marido, Nestor Kirchner.

  • O galo cantou

    O Globo, em 21/12/2011

    O Estado do Rio vem experimentando um processo de recuperação de espaços públicos antes dominados pelos traficantes de drogas que tem, para além de seu aspecto social, características políticas especiais. A função central das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) espalhadas pelas diversas comunidades recuperadas para a cidadania, acabar com o domínio dos bandidos sobre o território das favelas, precisa ser complementada por ações que deem consequência prática a este novo momento.

  • Retrocesso

    O Globo, em 20/12/2011

    A decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, de que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não pode investigar juízes antes de a denúncia ser analisada pela corregedoria do tribunal onde se registra o caso, tem caráter meramente simbólico, já que o Judiciário entrou em recesso. Tudo indica que a liminar tem o objetivo de marcar uma posição enquanto o plenário do STF não julga o mérito da ação. Por coincidência, a decisão do ministro foi divulgada uma semana depois que o CNJ mandou investigar nada menos que 23 tribunais regionais.

  • Ato de despedida

    Jornal do Commercio (RJ), em 20/12/2011

    Ao encerrar meu quarto mandato de Presidente da ABL assim me despedi: Sempre estou a lembrar o que escreveu, em St. Gallen, na Suíça, nas lonjuras do século IX, um velho monge irlandês: "busco alcançar mais verdade, trocando a obscuridade pela clara luz".

  • Mais alguns casos de hífen

    O Dia (RJ), em 19/12/2011

    Volta o hífen a preocupar alguns de nossos caros leitores. Um deles deseja saber como deve escrever tipos de chá, como chá amarelo, chá branco, chá vermelho, pois não os encontra registrados no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que só inclui chá-preto e chá-verde hifenados.

  • A ficção do Amaury

    O Globo, em 18/12/2011

    O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro.

  • JK e o exílio

    O Estado de São Paulo, em 18/12/2011

    O prepotente arbítrio do regime autoritário implantado em nosso país em 1964 obrigou Juscelino Kubitschek a trilhar o caminho do exílio. Esse período da sua vida é menos conhecido, pois o foco generalizado das lembranças da sua trajetória são, muito compreensivelmente, os "anos dourados" da sua Presidência (1956-1961), na qual soube combinar democracia e desenvolvimento, descortinando, de maneira duradoura, novos horizontes para o País.

  • Melhor não adoecer

    O Estado de São Paulo, em 18/12/2011

    Acho que, como eu, pelo menos alguns de vocês às vezes resolvem, embora saibam que não dará certo, não ler mais jornais, nem querer saber de noticiários. É tanta desgraça acontecendo, tanta catástrofe, tanta monstruosidade, tanta gente sofrendo adversidades tão medonhas que ou desviamos os olhos e o pensamento, ou perdemos de vez a fé na humanidade e até mesmo qualquer esperança no futuro. Mas não adianta. Jornal e noticiário são vício e necessidade, no meu caso redobrados, porque me enfiaram numa redação de jornal aos dezessete anos e, de certa forma, jamais saí dela inteiramente.

  • Singapura ou Cingapura?

    O Dia (RJ), em 18/12/2011

    Recebemos de um leitor desta coluna que atua na imprensa carioca a seguinte pergunta: “Como o novo Acordo resolveu a grafia do nome da República da Ásia meridional, integrante da Comunidade britânica: Singapura ou Cingapura?”

  • Pressão política

    O Globo, em 17/12/2011

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, fez bem de usar a prerrogativa do voto de Minerva para desempatar a decisão a favor da posse de Jader Barbalho no Senado, mesmo que a consequência seja ruim para o já baixo nível de qualidade política do Congresso.