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Artigos

 
  • Corrupção e política

    O Globo, em 11/11/2012

    A luta contra a corrupção foi um tema comum nos últimos dias em várias dimensões, especialmente sua relação com a atividade política. Pelo inusitado da situação, chamou a atenção do mundo a advertência do presidente chinês Hu Jintao, no discurso de abertura do XVIII Congresso do Partido Comunista da China (PCC), de que a corrupção que afeta a sociedade chinesa, classificada de endêmica, “pode provocar a derrubada do Partido e do Estado”.

  • Avanços democráticos

    O Globo, em 10/11/2012

    No debate realizado ontem pelo site do GLOBO, do qual participei juntamente com o Ricardo Noblat, tivemos oportunidade, nós e os internautas, de acompanhar uma narrativa do ponto de vista jurídico por parte de professores da FGV Direito Rio que dá a verdadeira dimensão do impacto do julgamento do mensalão pelo STF na vida nacional.

  • Rigor contra corrupção

    O Globo, em 09/11/2012

    Talvez porque será o presidente do STF dentro de dias ou porque sua função de relator ajuda a encaminhar as votações, o fato é que Joaquim Barbosa, com toda a sua inabilidade, está conseguindo dar o tom do julgamento do mensalão, seguindo quase que integralmente a posição do Ministério Público Federal, cujo chefe, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está por trás da medida mais concreta de punição tomada até agora: a proibição aos réus já condenados de sair do país.

  • Praga, segunda vez

    Folha de S. Paulo, em 09/11/2012

    Depois de 25 anos, estou de volta à velha Boêmia, primeiro contato que tive com o mundo socialista nos anos 1960. Era inverno, muita neve, 13 graus abaixo de zero, pegaria tempo pior em Moscou e Murmansk, a caminho de Havana.

  • Obama e o Brasil dos Brics

    Jornal do Commercio (RJ), em 09/11/2012

    Chamou a atenção o quase esquecimento da América Latina nos debates televisivos dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos. O continente só foi uma vez mencionado por Romney e, de corrida, numa nomenclatura geográfica de Obama. A ausência mais evidente definiu-se nas estratégias de silêncio de democratas e republicanos quanto ao México, evitando entrar na regulação fronteiriça do direito de "ir e vir", repudiado pela massa do eleitorado republicano, responsável pelas vitórias de Romney na região.

  • A mão pesada de Barbosa

    O Globo, em 08/11/2012

    No que depender do relator Joaquim Barbosa, o publicitário Marcos Valério não terá penas reduzidas por ser, na definição de seu advogado, Marcelo Leonardo, um “réu colaborador” no processo do mensalão. De volta da Alemanha tão assertivo quanto anteriormente, Barbosa bateu-se ontem no plenário contra os ministros que queriam reduzir a pena de Valério, que já soma cerca de 40 anos.

  • O STF e a sociedade

    O Globo, em 07/11/2012

    Os relatos são de que o relator do mensalão no STF, Joaquim Barbosa, continua recebendo manifestações de carinho por onde anda, e ele mesmo tem uma explicação para o fenômeno de popularidade em que se transformou: “Este julgamento trouxe o tribunal para dentro das famílias, e o resto do que vem acontecendo no plano pessoal é consequência disso. Há muito carinho por parte das pessoas”, comentou ontem, após alguns dias na Alemanha para tratamento de saúde que parece ter dado certo.

  • O fator Valério

    O Globo, em 06/11/2012

    Há realmente um movimento, incipiente ainda, entre os ministros do STF, para reduzir as penas de Marcos Valério e Roberto Jefferson pelo papel que tiveram no processo da Ação Penal 470. Ao dar informações que ajudaram nas investigações, os dois teriam direito a uma benevolência da Corte, embora em nenhum momento do julgamento essa hipótese tenha sido aventada em relação a Valério. Há dúvidas sobre se a lista de receptores do dinheiro desviado dada por Valério foi relevante ou se ele a entregou porque já estava tudo desvendado.

  • O lorde e o mordomo

    Folha de S. Paulo, em 06/11/2012

    Creio já ter contado por aí, em livro ou em crônica, a história do lorde inglês e seu mordomo, que devia se chamar James, como todo mordomo que se preze. Os dois estavam diante do janelão, olhando a paisagem da verde e querida Inglaterra, quando James, hierático, ao lado da cadeira de rodas onde ficava seu amo e senhor, disse para dizer alguma coisa: "Acho que teremos chuva, my lord".

  • Queen Fleming

    O Globo, em 06/11/2012

    Renée Fleming passou pelo Teatro Municipal, domingo, arrastando o seu manto de rainha da vida musical americana e mundial. Sem muito esforço, majestosa mas simpática, ela começou por afastar um de nossos antigos temores, quando aparecem por aqui grandes divas que nunca vieram antes: o de sermos confrontados com os destroços de um aparelho vocal (foi assim com Jessye Norman, Kathleen Battle, Ileana Cotrubas, Gundula Janowicz). Não desta vez: o milagre está lá, um timbre de beleza imaterial, musicalidade envolvente, um modo astuto e macio de subir para os agudos levando a nota até a iluminação total. Aos 53 anos, ela sabe que tem na garganta um Stradivarius que não vai durar muito. A voz é perfeita, com o toque pungente das rosas que já se afastam do desabrochar. A sábia Fleming se cuida: no recital de domingo, só havia dificuldades moderadas nos trechos do "Otello" (ela sempre foi uma grande Desdêmona). No mais, o veludo das canções de Strauss (o Richard), um "Summertime" (já nos extras) que só poderia fazer uma jazzista americana como ela. Momentos (vários) para ficar na memória.

  • A natureza não aceita ofensa

    Jornal do Commercio (RJ), em 05/11/2012

    Todas as vezes em que a palavra sustentabilidade vem à tona, surgem os termos essenciais para a nossa sobrevivência: água, comida e energia. Vivemos problemas que afetam os 7 bilhões de habitantes do nosso planeta. Aqui mesmo, no Brasil, temos o paradoxo de secas terríveis no Nordeste, com municípios onde não chove seis ou sete meses seguidos, enquanto em outros da mesma região as chuvas provocam enchentes devastadoras. É um fenômeno incontrolável.

  • Divagações sobre o passado

    Diário do Amapá, em 05/11/2012

    Muitas vezes me disseram que era necessário dar um murro na mesa. A expressão, bem simplista, é daqueles que acreditam que se podem resolver impasses com gesto de força. Respondia que podia quebrar a mesa ou quebrar a mão, sem excluir quebrar as duas.

  • O "povo de Lula" nas urnas

    Jornal do Commercio (RJ), em 05/11/2012

    O primeiro dado das eleições municipais é o recorde de abstenção, só comparável aos de vintena atrás. Nenhum nervo de mobilização que prefigure o futuro, num novo jogo de forças partidárias nacionais. O que irrompe, sim, é a força do "povo de Lula", cada vez mais desligado da legenda, e marcando esta virada de página da consciência nacional, desde as primeiras vitórias do PT. De toda forma, derrubou-se, de vez, a miragem do pseudonovo, começada pelo abate de Russomano e, agora, pela liquidação eleitoral de Ratinho Jr., em Curitiba.

  • Maravilhoso mundo

    O Estado do Maranhão, em 04/11/2012

    Rimbaud, o poeta de Uma temporada no inferno, escreveu, com a angústia de viver o tempo futuro, a sentença de que "devemos ser absolutamente modernos" . A roda do mundo nos faz o passado parecer sempre melhor, vendo o presente como um vencer dificuldades e com a certeza de que a vida é feita com o dia-a-dia. O futuro nos seduz a pensar num terreno azul de soluções e esperanças. O passado é o já vivemos, já vencemos a graça da vida. A sensação do presente é o mar das sobrevivências, das ciladas do cotidiano, em que ainda há muito o que fazer para o próximo, para a humanidade e para acabar com todas as injustiças. É uma inconformação com o sofrimento, com o medo e com o próprio presente. Já o futuro é uma busca de esperança, no mínimo a incerteza quanto a dias piores. Foi Alçada Baptista, o extraordinário escritor português, autor da Peregrinação Interior, quem me fez lembrar que o padre Vieira tinha "saudades do futuro", o que completa o ciclo das vivências, porque o racional são as saudades do passado.

  • Fiasco de CPI

    O Globo, em 03/11/2012

    A CPI do Cachoeira nasceu de uma estratégia equivocada do ex-presidente Lula e de José Dirceu na tentativa de, se não impedir, pelo menos tumultuar o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Já que o adiamento para as calendas gregas não foi conseguido com o assédio pessoal de Lula a ministros, dos quais o mais vistosamente frustrado foi ao ministro Gilmar Mendes, que denunciou a tentativa de chantageá-lo, partiram os petistas para montar uma CPI que colocaria a oposição contra a parede.