Portuguese English French German Italian Russian Spanish
Início > Artigos > Artigos

Artigos

 
  • Je suis Charlie, juif, musulman...

    O Globo, em 10/01/2015

    Os jornais “Le Monde” e “Le Figaro”lembraram que o pior ato de terror em Paris foi o que ocorreu em 1961, durante a guerra pela independência da Argélia, quando a Organização Armada Secreta, a OAS, de direita, explodiu uma bomba no trem Estrasburgo-Paris, descarrilando a composição e matando 28 pessoas. Em número de vítimas, sim, foi bem maior do que o de agora, com 12 mortos. Mas não em efeito moral e emocional, em impacto e comoção. Passei os anos 1960/61 como correspondente na capital francesa, e pude vivenciar o clima de paranoia da época, devido aos atentados. Até o presidente De Gaulle escapou por pouco de um. Era comum uma ameaça esvaziar uma sala de cinema ou uma estação de metrô.

  • A lista fatal

    O Globo, em 09/01/2015

    Enquanto não sair a lista oficial dos acusados de envolvimento no petrolão, que deve ser apresentada pelo Procurador-Geral da República Rodrigo Janot nos primeiros dias de fevereiro ao Supremo Tribunal Federal, o Congresso viverá sob tensão, e todos os partidos políticos estarão sujeitos a vazamentos de informações que, por serem parciais, servem para blindar os parlamentares eventualmente citados.

  • Um futuro para além do óbvio

    Jornal do Commercio, em 09/01/2015

    Os votos de fim de ano e as expectativas da virada para 2015 entremostram, na irrelevância de suas frases, uma nítida saturação desse discurso. É o que só se reforça pela ditadura midiática e o óbvio do dia seguinte. Busca-se uma novidade ou um choque nas rotinas dessa domesticação do futuro e do consumismo, chegado ao tédio, sem volta. No caso brasileiro, uma efetiva surpresa é, nestes meses, o extremo a que chegou a sistematização da corrupção envolvendo a Petrobras, em níveis de competência e de apuro do mais avançado Primeiro Mundo. Avançamos da perplexidade ao espanto nesses níveis em que o apuro de um verdadeiro contra-Estado se apropriou de propinas e continua a reptar o deslinde, afinal, da sua trama.

  • Violência x liberdade

    O Globo, em 08/01/2015

    A tragédia que se abateu sobre o jornalismo mundial é, sobretudo, a tentativa de sobrepor a violência à liberdade de expressão, um dos pilares do estado democrático. Mas é também a expressão mais brutal do desentendimento de sociedades que marca nosso mundo contemporâneo.

  • A importância da continuidade

    Diário da manhã (GO), em 07/01/2015

    O primeiro governador do Rio de Janeiro, depois da fusão da Guanabara com o antigo Estado do Rio, foi o Almirante Faria Lima. Ele fez uma feliz escolha, ao entregar a Secretaria à professora Myrthes De Luca Wenzel, de assinalados serviços prestados ao setor, especialmente como diretora do Centro Educacional de Niterói. Ficou quatro anos na direção da Seec, a ela se devendo iniciativas como o Laboratório de Currículos e o Centro de Tecnologias Educacionais.

  • Crises anunciadas

    O Globo, em 07/01/2015

    A presidente Dilma nomeou um ministério que pode ser medíocre em seu conjunto, mas tem um conceito por trás em algumas áreas fundamentais. A questão é que o conceito é uma repetição de manobra já realizada anteriormente pelo ex-presidente Lula, e por isso mesmo Dilma corre o risco de transformar em farsa a repetição de uma estratégia política que depende de um líder de reconhecida capacidade de articulação política para não provocar crises contínuas.

  • Olodum e Lalibela

    O Globo, em 07/01/2015

    A queima de fogos deu ao Rio de Janeiro uma espécie de passaporte global para integrar o prestigioso número das grandes capitais da Terra por onde ingressa o Novo Ano, acompanhado pela escolta das grandes multidões, a fanfarra em altos decibéis e a sempre mais complexa, quase barroca, e cada vez mais longa pirotecnia.

  • Queda de braço

    O Globo, em 06/01/2015

    Curiosamente, a presidente Dilma Rousseff começa seu segundo mandato provocando as mesmas incertezas que desafiavam seus interlocutores durante a campanha presidencial de 2010, muito embora não haja motivos para se acreditar que ela tenha mudado.

  • À beira da irrelevância

    O Globo, em 04/01/2015

    O novo ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira terá uma tarefa árdua pela frente: tirar o Brasil da quase irrelevância nas relações políticas e econômicas internacionais. Ele destacou no discurso de posse a necessidade de ampliar o comércio internacional, o que parece indicar que o Itamaraty dará mais atenção ao comércio exterior - uma necessidade - do que à política, que pode vir a ser uma consequência. A quase irrelevância política brasileira, dentro e fora dos BRICS, foi confirmada em recente pesquisa do Ash Center para Governança Democrática e Inovação, da Harvard Kennedy School, que perguntou a cidadãos de 30 países suas opiniões sobre 10 influentes líderes nacionais que têm impacto global.

  • O Velho e o Novo

    Folha de S. Paulo, em 04/01/2015

    2014 – Custou mas chegou! E olha que não foi mole: pensei que minhas desgraças não teriam fim. Ainda bem que você está aí!

  • Mal na fita

    O Globo, em 03/01/2015

    O Brasil começa 2015 em situação descendente, em que pese a enganosa euforia da presidente Dilma em seu discurso de posse no segundo mandato. A despeito de sermos a sétima economia do mundo, tudo indica que perderemos esse posto para a Índia este ano, segundo a consultoria britânica Economist Intelligence Unit, ligada à revista econômica The Economist.

  • O amanhã do Rio

    O Globo, em 03/01/2015

    Feliz Ano Novo, leitores. Afinal, vivemos nesta cidade que vai fazer 450 anos, que nos oferece na passagem do ano uma chuva de ouro e onde o pôr do sol é aplaudido de pé por uma multidão maravilhada. A cada ano cai também uma chuva torrencial, assassina e, em pleno alumbramento no Arpoador, alguém pode ser apanhado em um arrastão de meninos assaltantes. Tudo isso, a chuva de ouro e a chuva assassina acontecem aqui. O pôr do sol no Dois Irmãos e os meninos selvagens. Luminosa, terna, corpo quente, essa cidade é a senhora dos sentidos. Violenta, é também a senhora da dor. Decidi nestes primeiros dias do ano acreditar na felicidade carioca que “é como a gota de orvalho numa pétala de flor”.

  • Pra vaca não ir pro brejo

    O Globo, em 03/01/2015

    Já que foi a própria presidente que escolheu a imagem — talvez por identificação com o universo rural de sua afilhada de casamento Kátia Abreu — vamos continuar com ela. Como se recorda, a candidata Dilma assegurou que não mexeria nos direitos trabalhistas e, para não deixar dúvida, repetiu uma expressão popular que acabou invadindo de forma viral as redes sociais — “nem que a vaca tussa” — e com a hastag #em direito meu ninguém mexe.

  • Cada vez pior

    A Gazeta (ES), em 02/01/2015

    Toda vez que se aborda um plano de governo, em que nível for, surge a expressão qualidade do ensino. Com razão, pois temos tido alguns êxitos no que se refere à quantidade, sobretudo no ensino fundamental, mas é lamentável a questão da qualidade, por motivos diversos. Chegamos a ser a sexta economia do mundo. Fica difícil melhorar de posição, com o atual panorama da educação. Há quem não goste das sucessivas avaliações a que é submetida a educação brasileira. Os argumentos são em geral ridículos. Já houve quem dissesse que é uma forma fascista de levar nossos alunos a esses testes, o que é um evidente exagero.