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O Vietnã e a guerra excessiva
O Vietnã avulta como nação com seus quase 100 milhões de habitantes e com uma determinação multissecular de sua individualidade, exposta desde as invasões chinesas e japonesas, na sua obstinada identidade cultural.
O Vietnã avulta como nação com seus quase 100 milhões de habitantes e com uma determinação multissecular de sua individualidade, exposta desde as invasões chinesas e japonesas, na sua obstinada identidade cultural.
A classe política e a mídia, como um todo, receiam dar nomes aos bois. A Operação Porto Seguro revelou, entre outras coisas, o grau de intimidade entre o ex-futuro presidente Lula e uma funcionária que dirigia importante órgão da Presidência da República. Tão logo o caso veio a público, lembrei uma passagem do Evangelho de Mateus, capítulo 26, versículo 41: "Spiritus promptus est, caro autem infirma".
Não foi criado o Nobel para a arquitetura e as artes plásticas, mas Niemeyer seria, sem dúvida, e de longe, o primeiro brasileiro a receber a grande palma. Quebraríamos este absoluto jejum, já que nunca tivemos o prêmio, em qualquer das suas concessões. A unanimidade indiscutível em torno do nosso arquiteto se consolidou há décadas, na obra continuada até hoje, e passou, de há muito, à posteridade.
Quando a porta do Château de Sully se abriu e o comissário de bordo autorizou a descida dos passageiros, JK viu, ao pé da escada, um oficial da Aeronáutica grudado ao último degrau.
Desculpem-me por falar na ilha tão seguidamente, mas é que acho que algumas novidades de lá apresentam certo interesse, diante da delicada conjuntura nacional. É o caso dessas graves questões de direita e esquerda, agora trazidas à baila o tempo todo, para vexatória confusão de grande parte da coletividade — e os cidadãos da ilha não são exceção. A baralhada vem logo de cima, porque o ex-presidente Lula já disse que nunca foi de esquerda, mas agora parece que as coisas mudaram e, no momento, ele é de esquerda e não abre, e quem não está com ele é de direita. Como bem observou Beto Lindo Olhar, num raro momento de exasperação, assim fica difícil até puxar o saco.
“Gosto de fazer bonito!”
É uma frase recorrente sempre dita por Oscar Niemeyer, que perdemos poucos dias antes de ele completar 105 anos de idade. Tivemos o privilégio de conhecer pessoalmente o maior arquiteto do mundo, mestre incomparável das curvas.
O período que vai do final do ano ao início do outro acende nos pais de Marcantonio a chama mais viva, a saudade se faz maior, o orgulho dele se excita. Afinal de contas, a razão está com Adélia Prado ao dizer "o que a memória amou ficou eterno".
O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, já tratou do caso do novo depoimento do publicitário Marcos Valério com o atual presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, e com o anterior, Ayres Britto, mas não pretende tomar nenhuma decisão antes do encerramento do julgamento da Ação Penal 470. Ele não pretende perder o foco de um processo “amplamente vitorioso”, e abrir novos questionamentos sobre o processo que está prestes e se encerrar.
É perigosa para a democracia essa tese de que não se pode falar de Lula. Qualquer coisa que se diga dele vira uma tentativa golpista de desmoralizar o metalúrgico que chegou ao poder e ajudou seu povo. As acusações do operador do mensalão Marcos Valério ao Ministério Público, incriminando o então presidente nas negociatas do mensalão, são gravíssimas e podem gerar uma investigação, desde que o denunciante tenha dado um mínimo de substância às suas declarações.
O que se viu ontem, no que pode ter sido a penúltima sessão do Supremo Tribunal Federal do julgamento do mensalão, foi uma tentativa de não ferir suscetibilidades no Poder Legislativo com relação à perda dos mandatos dos parlamentares já condenados no processo. Houve a preocupação de preservar a independência dos Poderes da República, mas também a de deixar claro que, em matéria constitucional, a última palavra é do Supremo.
Não sei se é verdade, mas, pouco antes de morrer, Arthur C. Clarke, autor de "2001 - Uma Odisseia no Espaço", que trabalhou com Stanley Kubrick para fazer o filme homônimo, disse que toda a ficção científica, inclusive a que ele fabricou com o HAL 9.000, que já tinha sentimentos e reações humanas-, seria um carro de boi comparado a uma Ferrari de última geração.
No quadro do dinamismo do Sudeste Asiático, o Camboja é o país que, literalmente, veio à força da modernidade, pela recuperação da riqueza única de seu passado histórico. E, tal, não em função de uma convivência multissecular, já que essas raízes vão, ineditamente, pelos antecedentes do Império Khmer, aos 800 a.C, e à sucessão de construções ciclópicas de seus reis. Todos esses monumentos, até meados do século XIX, estavam, por inteiro, cobertos pela vegetação, no que mostram as raízes gigantescas, quase a sufocar as muralhas à sua volta. As primeiras descobertas ocidentais nasceram de exploradores individuais, financiados, a custo, por entidades científicas, e não por qualquer iniciativa pública.
Se a decisão da presidente Dilma sobre a nova divisão dos royalties do petróleo vier acompanhada de alguma medida em favor da destinação desse dinheiro para setores fundamentais para o país, como a Educação, por exemplo, estaremos dando um passo importante para preparar nosso futuro em bases realistas. Não é preciso dizer que se espera que a decisão seja no sentido de proteger os contratos já firmados na exploração dos campos pelo sistema de concessão medida básica para que a nova divisão tenha respaldo político e legal.
Eugênio Hirsch, nascido na Áustria, mas vivido na Argentina e, mais tarde, no Brasil, era um artista gráfico de prestígio mundial, responsável pelos catálogos de alguns dos museus mais importantes da Europa e capista de grandes editoras internacionais.
Não se percebe, ainda, em todo o seu impacto, a renúncia do general Petraeus, como chefe da CIA. O que se manifestou foi a exigência do que devam constituir as Forças Armadas como primeira representação da hegemonia do país, no seu emergente inconsciente coletivo.