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Artigos

 
  • Cultura do Ódio

    O Globo, em 06/05/2015

    Em nome de um país, que deveria ser mãe e não madrasta de seus próprios filhos, em nome de uma república moderna, que não rouba o futuro de meninos e meninas, sem escola e sem família, em nome dos avanços do estatuto da criança e do adolescente, não podemos incorrer no erro de aprovar a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, de acordo com a fatídica PEC 171/93. 

  • O pão e a vaia

    Folha de S. Paulo (RJ), em 05/05/2015

    Pode não ser verdade, mas o episódio é tão conhecido que, embora falso, a história o registrou. Na Revolução Francesa, o povo de Paris foi a Versalhes pedir pão ao rei Luís 16, que nem teve coragem de chegar a uma das janelas do seu palácio e dizer alguma coisa aos manifestantes irritados. Maria Antonieta, sua mulher e rainha, perguntou a um dos nobres que a acompanhavam o que o povo queria: "Pão". Admirada, a rainha respondeu: "Por que eles não comem bolos?"

  • Polícia Federal e democracia

    O Globo, em 04/05/2015

    A disputa entre a Polícia Federal e o Ministério Público, que se tornou explícita com o sucesso da Operação Lava-Jato, continua forte nos bastidores, e uma frase da coluna de sábado provocou várias reações de delegados da PF, algumas destemperadas, outras se valendo do bom senso para refutar a afirmação de que "houve até tentativas de acordos com os políticos por parte de membros da PF, que, ao mesmo tempo em que acenavam com facilidades para o interrogatório dos políticos, faziam lobby para aprovar Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que dá autonomia à PF" 

  • Carlos Lacerda

    Folha de S. Paulo (RJ), em 03/05/2015

    Abril de 1964. No Rio, houve pânico, exaltação e valentia por parte do governador Carlos Lacerda, que se entrincheirou no Palácio Guanabara com uma turma de amigos e desconhecidos que se ofereceram para o sacrifício.

  • Castelinho e a liberdade

    O Globo, em 03/05/2015

    Acompanhar a vida de Carlos Castello Branco, o Castelinho, é acompanhar a história política recente do Brasil, e essa é a grande qualidade do livro do jornalista Carlos Marchi "Todo Aquele Imenso Mar de Liberdade”, da Editora Record, que está sendo lançado amanhã no Rio na Livraria Cultura do Fashion Mall.

  • Desvendar a trama

    O Globo, em 03/05/2015

    Eu preferiria não voltar ao tema arquibatido das crises que nos alcançaram. Mas é difícil. Vira e mexe, elas atingem o bolso e a alma das pessoas. Na última semana o início de recessão repercutiu fortemente sobre a taxa de desemprego. Considerando apenas as seis principais metrópoles, ela atingiu 6,2%, a maior taxa desde 2001. 

  • Perda

    Folha de São Paulo, em 03/05/2015

    Na quinta-feira da semana passada, dia 24, perdi um amigo e companheiro na reinvenção da vida: o pintor Antonio Henrique Amaral. Ele nasceu em São Paulo e viveu quase todo o tempo nessa cidade. Andou pelo mundo e morou algum tempo em Nova York, mas foi na capital paulista onde viveu e trabalhou a maior parte da existência.

  • Dissintonia perigosa

    O Globo, em 02/05/2015

    A diferença de ritmo entre os processos que estão correndo em Curitiba, sob a batuta do Juiz Sérgio Moro, e os que subiram para o Supremo Tribunal Federal por terem os envolvidos foro privilegiado por serem políticos chama a atenção desde o início do processo. A estratégia de Moro e dos promotores do Ministério Público que trabalham na investigação foi desde o primeiro momento  colocar em destaque a atuação dos empreiteiros, considerando o financiamento a partidos políticos como uma consequência da cartelização das licitações na Petrobras.

  • Um modelo animador

    O Globo, em 02/05/2015

    Você conhece algum estabelecimento de ensino onde os professores adoram o que fazem e não têm do que se queixar? E mais: onde os alunos gostam de aprender? Eu conheci uma escola assim no Rio de Janeiro, em Jacarepaguá — justamente na semana em que mais de 200 professores saíram feridos por bombas e balas de borracha em Curitiba, durante duas horas de confronto com a PM. Em greve desde o último dia 25, eles protestavam contra a aprovação de um projeto do governo estadual. O sindicato da classe anunciou que vai processar criminalmente o governador Beto Richa e o secretário de Segurança “por conta dessa barbárie instalada por um cerco militar jamais visto aqui nessa praça”.

  • 80 anos

    Jornal do Commercio (RJ), em 01/05/2015

    Chegar a 80 anos de idade é um verdadeiro marco. Apesar do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, nem todos têm essa alegria. É gostoso fazê-lo com sucesso, na dupla condição de jornalista e professor, além de ter constituído uma bela família, de que fazem parte a esposa Ruth (desenhista industrial), os filhos Celso (engenheiro e reitor da Unicarioca), Andréia (psicóloga e diretora executiva de Edições Consultor) e Sandra (psicanalista e escritora), como também seis netas maravilhosas: Giovanna, Dora, Gabriela, Fernanda, Bruna e Paula. Representam motivo permanente de orgulho e muito amor.

  • Contas suspeitas

    O Globo, em 01/05/2015

    As contas do governo federal, e também as do Partido dos Trabalhadores, estão sob o escrutínio da Justiça, e não há boas notícias pela frente. Na Justiça criminal, o uso de uma gráfica ligada ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para lavagem de dinheiro entre 2010 e 2013 transformou em réus o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras indicado pelo PT Renato Duque no processo do petrolão.

  • Virando a página da crise

    Jornal do Commercio (RJ), em 01/05/2015

    Arrefece o movimento para a queda de Dilma, impossível qualquer volta às ruas. E a direita aí está, toda fora do armário. Somam-se, ainda, a indecisão de Aécio e a clara negativa de FHC à insistência no impeachment. O sentimento parece percorrer todo o PSDB paulista, a buscar outros rumos para a chegada ao Planalto. 

  • A implacável lógica da mentira

    O Globo, em 25/04/2015

    A mentira tem uma lógica implacável. Só é possível mantê-la graças a mais mentiras. Essas mentiras a mais vão exigir, para que não sejam descobertas, uma cadeia de novas mentiras. A mentira é um poço sem fundo. Com o tempo, ela invade tudo e passa a alimentar-se a si mesma. 

  • Tirando o sono da gente

    O Globo, em 22/04/2015

    As ruas do Rio sempre foram barulhentas, desde o período colonial. Os cronistas da época já reclamavam dos ambulantes, biscateiros, cocheiros, vendedores de doces e salgados que procuravam atrair os fregueses gritando a excelência de seus produtos.