Autor de O Carteiro e o Poeta, Antonio Skármeta, em palestra na ABL
Publicada em 08/11/2009 (atualizada em 09/11/2009)
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Publicada em 08/11/2009 (atualizada em 09/11/2009)
Publicada em 05/11/2009 (atualizada em 06/11/2009)
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Publicada em 05/11/2009 (atualizada em 06/11/2009)
A Academia Brasileira de Letras dará início ao 7º Ciclo de Conferências, homenageando desta vez o compositor e maestro brasileiro Heitor Villa Lobos pelo seu cinquentenário de morte. O ciclo acontece a partir de hoje, 10 de novembro, às 17h30, no Teatro R. Magalhães Jr.
Publicada em 05/11/2009 (atualizada em 06/11/2009)
No dia 10 de novembro, foi aberta na ABL a exposição "Educação pede passagem", em comemoração dos 85 anos da Associação Brasileira de Educação (ABE). O evento foi na Galeria Manuel Bandeira, às 18h.
Publicada em 04/11/2009 (atualizada em 05/11/2009)
Publicada em 03/11/2009 (atualizada em 04/11/2009)
O XX Colóquio da Academia da Latinidade se abre, nestes dias, no Cairo, para debater o fenômeno da pós-laicidade contemporânea, ou melhor, da retomada da força das religiões no dito conflito das civilizações contemporâneas. Pensava-se, ainda ao fim do século passado, que o futuro fosse ao advento de uma modernidade cada vez mais ligada à expressão da tecnologia e da fruição múltipla de seus benefícios.
A Conferência do Cairo, da Academia da Latinidade, dedicou-se às perguntas críticas sobre o equívoco do diálogo das civilizações em nossos dias. Não nos damos conta ainda da distância abissal que nos separa do raiar deste século, quando a derrubada das torres de Manhattan nos deixaram a anos-luz da cultura da paz e do desarme com que esperávamos ter vencido o mundo dos muros, dos holocaustos e da. guerra dos botões nucleares.
Esta vida airada de saltimbanco das letras ainda me mata. Quando comecei a perpetrar meus livros, os escritores apenas escreviam. Hoje – é o que penso resignadamente, enquanto afivelo o cinto e observo os letreiros de “não fumar” -, há períodos em que o escritor trabalha como funcionário do departamento de vendas da editora e, nesse esforçado mister, às vezes viaja tanto que volta e meia, ao despertar num aposento estranho, leva um certo tempo para descobrir em que cidade está. E eis-me de volta a um avião.
Dá gosto ver como velam e zelam por nós. Faz uns dias, de passagem pelo aeroporto de Congonhas, pude observar como um policiamento atentíssimo garantia inteira proteção contra os males do tabaco. Os infelizes que ainda persistiam no feio vício eram obrigados a sair para o ar livre. Se achassem que já estavam ao ar livre e não notavam que um pedaço de marquise os cobria a vários metros de altura, um policial os repreendia com polidez e fazia ver que debaixo de marquise não era ar livre, pelo menos juridicamente. E, assim, não deixava de ser objeto de uma boa foto a visão de uma porção de gente olhando para cima para checar a marquise, e se postando a um passo de sua margem exterior, para só então acender os cigarros.
No começo da minha trajetória como médico, vi muitas pessoas morrerem. Houve um óbito que me impressionou particularmente; ocorreu com uma mulher que estava em insuficiência renal avançada, já agônica. Eu permanecia ali, junto ao leito, observando-a - já não havia mais nada a fazer - quando, de repente, ela empalideceu, soltou um fundo suspiro, e pronto, no instante seguinte, estava imóvel, morta. Naquela fração de segundo tinha atravessado a sempre tênue fronteira que separa a vida da morte. Já não estava entre nós.