Empregos do hífen após o acordo ortográfico
A primeira questão formulada a esta seção diz respeito ao hífen, "campeão das dúvidas": pára-lamas ou paralamas?, pára-quedas ou paraquedas?
A primeira questão formulada a esta seção diz respeito ao hífen, "campeão das dúvidas": pára-lamas ou paralamas?, pára-quedas ou paraquedas?
O Curioso Caso de Benjamin Button, filme com Brad Pitt que é forte candidato ao Oscar, inspira-se no conto homônimo do escritor americano Scott Fitzgerald. E este, por sua vez, parte de uma fantasia não muito rara: nascer velho e ir ficando progressivamente mais jovem. Eu mesmo escrevi uma história a respeito, sem saber do conto de Fitzgerald, que aliás vale a pena ler. Já no começo, ele descreve a horrorizada surpresa do pai ao constatar que o seu recém-nascido filho é um velho mirrado, um velho que mira-o placidamente e pergunta: “Você é meu pai”?.
Durante muitos anos, Moniz Vianna foi o imperador absoluto na crítica cinematográfica. Evidente que era contestado, mas ninguém poderia imaginar um filme importante sem sua opinião, fosse contra ou a favor. Antes de mais nada, foi um líder: apesar de responsável pela seção de cinema, durante dois ou três anos foi o redator-chefe do “Correio da Manhã”.
Abre-se em meados de fevereiro, em Oslo, a reunião da ONU ligada à Aliança das Civilizações na discussão de tema fundamental ao mundo do terrorismo e da "guerra de religiões". Tanto essas cada vez mais evidenciam a negação da alteridade coletiva, tanto afloram a defesa de direitos, via de regra violados pelo mundo mediático, no seu império sobre a opinião pública e sua implacável mobilização.
RIO DE JANEIRO - Não me dei ao respeito de acompanhar com a devida atenção os dois fóruns realizados simultaneamente -um na Suíça, outro no Pará. E olha que não tinha nada de importante para fazer ou pensar. Esnobei as duas assembleias por considerá-las inúteis, ou, na melhor das hipóteses, redundantes.
Apesar do mundo conturbado em que vivemos neste início do Terceiro Milênio, democracia continua sendo uma aspiração universal. Embora o conceito seja antigo, sua realidade é algo para muitas gerações. Os que dela já desfrutam lutam por aperfeiçoá-la. Os que ainda não a conquistaram lutam por alcançá-la.
Peço licença aos leitores para ter a coragem de discordar de Albert Einstein, o genial criador da teoria da relatividade. Ele dizia que “é na crise que aflora o melhor de cada um.” Nem sempre, caro mestre, nem sempre.
Há momentos em que é preferível calar diante de certos fatos políticos. Já se disse que há elegância no silêncio. Por questões de temperamento, no entanto, é preferível tornar público o que pensamos, sobretudo quando se exerce com muita honra uma função jornalística. Nesses casos, a amizade não pode servir de obstáculo. Razão e coração nem sempre são bons companheiros.
RIO DE JANEIRO - Ouvi no seminário onde estudei uma espécie de piada sem graça, mas que não esqueci – de certa forma, ela se repetiria na vida real de diversas formas e modos.
Não sou admirador fanático daquilo que se pode chamar de cultura ou civilização norte-americana, também conhecidas como “american way of life”. Os admiradores têm seus motivos, os que não admiram também. Tampouco espero maravilhas curativas da gestão de Barack Obama. O mais importante já foi feito – e com brilho histórico: enterrou formalmente o preconceito racista que ainda prevalecia em algumas camadas da sociedade. Neste particular, os Estados Unidos merecem nota dez.
OBAMA É O SOL nascente. Bush é a luz que se apaga. Nestes seus oito anos fui inclemente com ele, sem saber se algumas vezes exagerei, mas a verdade é que a sua marca na história é um grande desastre.
IMPOSSÍVEL a um cronista dos dias de hoje não comentar a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos. Este tipo de assunto não pertence à minha praia, mas tanto se escreveu e falou, tanto se especulou e enalteceu uma nova era nascendo para a humanidade, que, embora redundante, vou meter minha modesta colher neste substancioso mingau que está sendo servido ao mundo em generosas doses de otimismo e esperança. Fiel ao hábito de integrar a turma do contra, não perderei a oportunidade. Não irei desenvolver um pensamento lógico e ordenado, não é do meu feitio. Darei algumas pinceladas tentando explicar para mim mesmo as razões da minha dissidência no coro geral que se ergueu para saudar a Idade de Ouro que todos esperam no novo presidente.
Publicada em 17/02/2009
Publicada em 05/02/2009 (atualizada em 06/02/2009)
Publicada em 25/01/2009 (atualizada em 26/01/2009)