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Notícia

Artigo

  • Comemorando

    Não, chega de baixo astral. Hoje não vou reclamar de nada, nem criticar o que quer que seja. Cansa um pouco, esse negócio de falar sempre em ladroagem, safadagem, malandragem e pilantragem, para não mencionar outros membros da numerosa e expressiva família Agem. Correndo o risco de desagradar algumas das minhas coroas da Ataulfo de Paiva – as meninas que sempre me exortam a descer o malho “neles” e me brandem sombrinhas quando eu não o faço – vou mudar de foco, nem que seja uma vezinha só. Antigamente até que dava e por que não dará agora? É só pegar os jornais, ligar a televisão ou o rádio e aguardar. Com boa vontade, aparece alguma coisa que não se enquadre nessas categorias.

  • Scliar e Bush

    Nada melhor do que um dia depois de outro com uma noite no meio. Sendo como sou, habituado a embarcar em canoas furadas e sempre contra a maré, inverto a frase anterior: nada pior do que uma noite depois de outra com um dia no meio.

  • Gripe & Sonho

    Esta gripe está tendo desdobramentos inesperados, proporcionando até oportunidade para que os assaltantes usem máscaras, o que pode fazer bem para a saúde deles, mas é um desastre para o bolso dos assaltados. E, falando em desdobramentos inesperados, olhem só o que escreveu na Folha de S. Paulo o Carlos Heitor Cony, grande escritor, grande jornalista e grande amigo. O título é “Scliar e Bush”: “O Moacyr Scliar, como excelente médico sanitarista, me ensinou que devia lavar as mãos cuidadosamente, várias vezes ao dia, para evitar entre outros males a gripe suína. Não bastava lavar a palma, é preciso lavar as costas da mão, os pulsos, o espaço entre os dedos. Na noite daquele dia, sonhei que estava no banheiro do restaurante Alcaparra, no Flamengo, e lavava as mãos rotineiramente quando entrou, nada mais, nada menos, do que o presidente George Bush, pai. Ele começou a lavar as mãos, na pia dele não havia sabonete, pediu-me o que estava comigo. Passei-lhe o sabonete e ele lavou as mãos com esmero, seguindo os conselhos do Moacyr Scliar e silenciosamente me reprovando o fato de não ter feito o mesmo. O sonho terminou aí, mas passei o dia meditando sobre o insuportável destino humano, que faz um cidadão misturar o Scliar e o Bush pai na sequência de um mesmo sonho. Tenho certeza de que o Scliar não mantém qualquer tipo de relação com o ex-presidente. Penso no meu querido amigo Scliar, preocupado com a minha saúde e com a saúde da plebe em geral. Nunca pensei em Bush, nem no pai, nem no filho nem no espírito deles”. E termina o Cony: “Como fui misturar tudo isso num sonho que me obrigou não somente a lavar as mãos novamente, mas a alma, o coração e o gesto?”.

  • "Cosa mentale"

    Criaram a lenda de que ele escrevia com rapidez capaz de fazer um romance em 11 dias e crônicas em cinco minutos. Era em parte verdade, mas bastava uma olhada superficial na sua produção para avaliar o grau de sua incontinência literária. Uns pelos outros, tudo o que vinha dele tinha o sinal da pressa, até mesmo da afobação em ficar livre do compromisso com uma editora ou com um jornal.

  • O retrato na galeria

    No dia de N. S. do Carmo, a padroeira do Recife, a Academia Brasileira de Letras, por gesto do presidente Sandroni pôs meu retrato na Galeria dos Presidentes. Também era um dia de saudades para a nossa família. Transcorrida mais um aniversário da perda da minha sogra, minha grande amiga. Admirável figura humana, tipo perfeito de Mater Familias nordestina. Engravidou vinte e duas vezes, distribuiu amor às pessoas vinte e dois milhões de vezes, pelo menos. Rezou o tempo todo.