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Artigo

  • Os irrelevantes

    Se novamente não me atraiçoa a cada vez mais rateante memória, creio que foi o senador Cristovam Buarque quem disse que o Congresso está correndo o risco de se tornar irrelevante. Que é que está nos dizendo, Excelência, mais alguma outra novidade para contar? Aos olhos dos governados, o Congresso já não tem a menor importância, a não ser pelo vasto, mas pequeno em relação à população em geral, contingente que se beneficia, direta ou indiretamente, das esculhambações, roubalheiras, falcatruas, impropriedades e até – sei lá – de uma surubinha ou outra nos feriados, com um dos surubantes portando a chave de um excelente cômodo, de outra forma sem nenhuma serventia. Na internet apareceram umas coisas, não sei se verdadeiras.

  • Os soluços longos do outono

    A crise está feia e forte, acredito que para todos, ricos e pobres, os pobres sofrendo tudo, os ricos começando a pensar, embora em termos decentes: chorar é ruim, mas dentro do próprio Mercedes é mais confortável do que chorar num Fusca ou no meo-fio da rua.

  • Raúl Alfonsín: o amigo e o democrata

    Sou tomado nesse momento por um duplo sentimento de perda: a do amigo e a do homem de Estado. Raúl Alfonsín foi, sem dúvida, uma das maiores figuras humanas que conheci. E foi também o homem que abriu, com sua coragem, a integração latino-americana. Tudo o que fizemos para inverter o processo histórico de hostilidade entre Brasil e Argentina, transformando-o num processo de integração, não teria sido possível sem Alfonsín.

  • Um bom furacão

    A Europa recebeu fascinada o presidente Obama. Era como se fosse uma espécie desaparecida que vinha da América redescoberta. Quase o mesmo sentimento com que em Rouen, em 1562, Carlos 9º recebia entre festas e curiosidades os desconhecidos habitantes do novo mundo. Entre os estragos que George W. Bush fez estava a desastrosa separação com os europeus, seus aliados e ancestrais, pelas divergências que alimentou com seu sentimento guerreiro e sua política de fechar caminhos.

  • Marcito

    “Pendurada a espada, os velhos marechais deveriam recolher-se a particulares limbos de glória, cercados da ternura de suas famílias e do silêncio de seus concidadãos. Pendurada a espada, os velhos marechais deveriam cristalizar-se como estátuas dignas, merecedoras do respeito dos que por elas passam, mas sem perturbar o fluxo de vida que lhes corre nos pés. Ao fim de uma vida árida e dura, o silêncio é o que lhes convém. E à nossa paciência também”.

  • Falando da Doença

    Temos basicamente duas linguagens: aquela que falamos ou escrevemos e com a qual expressamos pensamentos, sentimentos, opiniões, e que serve basicamente para a comunicação entre pessoas; e a linguagem do corpo, que se traduz por sintomas e sinais: uma dor, uma febre, uma tumoração. Médicos são treinados para traduzir a linguagem da comunicação em linguagem do corpo. Assim, quando uma pessoa diz: “Qualquer esforço me dá falta de ar, tenho de dormir com travesseiro alto”, o profissional “ouve” o coração dizendo que já não tem força para bombear o sangue, e que este, acumulando-se nos pulmões, está gerando dispneia, ou seja, falta de ar.

  • Poetas de 45

    Estamos em 1945, a guerra terminara em 8 de maio. Não sabíamos que ela ia terminar. Mas, no fundo, sabíamos. Sabíamos porque desde o fim de abril, um grupo de jovens poetas, preparamos uma exposição de poesia. Isto mesmo: uma exposição de poesia. Datilografamos poemas em folhas de papel, emolduramo-los como se quadros fossem, e penduramo-los nas paredes da sala de entrada da Escola Nacional de Belas Artes na Rua Araújo Porto Alegre do Rio de Janeiro. Pertencíamos ao grupo: Antonio Fraga, Luciano Maurício, Aladir Custódio, Ernande Soares, Hélio Justiniano e este que vos fala. Conseguimos imprimir um catálogo, para o qual escrevi uma apresentação, com um poema de cada expositor. Inauguramos a mostra em 10 de maio de 1945 (dia do meu aniversário). Era a primeira demonstração pública da geração que viria mais tarde a ser chamada de Geração de 45. Verdade é que; antes dessa data, Nelson Rodrigues lançara o seu Vestido de noiva, Clarice Lispector publicara Perto do coração selvagem e Guimarães Rosa ganhara prêmio, em 1936, com os contos de Sagarana, só publicados mais tarde. Em todos eles havia a marca dos novos tempos. Que veio a ser afinal a Geração de 45? Terá sido simplesmente a negação da Semana de 22? A Semana já havia feito o que tinha de fazer, já havia conquistado o que tinha de conquistar. Mais importante, ainda, entre 22 e 45 houvera uma nova guerra mundial e uma tecnologia que mudava por completo o equilíbrio político das nações.

Notícia

  • ABL encerra Ciclo em que homenageia Charles Darwin

    Publicada em 08/04/2009

    Sob coordenação do Acadêmico Tarcísio Padilha, a Academia Brasileira de Letras encerrou na terça feira, dia 14 de abril, o Ciclo de Conferências “200 Anos de Charles Darwin”, com a paletra da pesquisadora Heloisa Bertol Domingues sobre “A Recepção do Darwinismo no Brasil”.
  • Doc Comparato oferece curso "Da Criação ao Roteiro" na ABL

    Publicada em 07/04/2009

    De 27 de abril a 13 de julho, sempre às segundas feiras, das 12h30 às 15h, na Biblioteca Rodolfo Garcia da ABL, Doc Comparato, autor de textos cinematográficos e televisivos, em parceira com a Academia Brasileira de Letras, oferece o curso "Da Criação ao Roteiro". As vagas são limitadas.
  • Bibliotecas

    Publicada em 06/04/2009

    O Acadêmico Arnaldo Niskier fez a abertura do Encontro de Bibliotecas, na Universidade Veiga de Almeida. São 29 instituições unidas por um inteligente compartilhamento, visando ao aumento da eficiência.

Evento

  • Raul da Ferrugem Azul e Ópera do malandro

    Cinema na ABL
    Data e horário: 
    3 de Junho de 2009 às 15h00
    Coordenação: 
    Acadêmico Nelson Pereira dos Santos
    Direção: 
    Acadêmica Ana Maria Machado, Chico Buarque