Portuguese English French German Italian Russian Spanish
Início > Pesquisar

Pesquisar

Foram encontrados 36474 itens para sua busca (exibindo de 27346 a 27360)

Artigo

  • Depois da luta

    Diário da Manhã (GO), em 12/10/2010

    Antes de começar o debate, a movimentação no estúdio da Bandeirantes parecia os preparativos para uma luta de boxe, os contendores em cada canto, os treinadores dando as últimas instruções, a contagem do tempo e, nos intervalos de cada round, a entrada no ringue dos segundos, aqueles caras que levam toalhas e baldes para a recuperação dos estragos.

  • Explicando Deus

    Diário de Pernambuco, em 11/10/2010

    Não adianta pedir explicações sobre Deus; pode-se escutar palavras bonitas, mas, no fundo, são frases vazias. Da mesma maneira que você pode ler toda uma enciclopédia sobre o amor, e não saber o que é amar.

  • Tirar de letra não é boa ideia

    Jornal do Commercio (PE), em 17/10/2010

    A lembrança futebolística excita a minha memória. Cheguei a ver o craque Domingos da Guia, grande zagueiro do Flamengo e da seleção brasileira, atuando em campo. São inesquecíveis as suas jogadas, embora às vezes perigosas. Gostava de emocionar o público fazendo na área o que os dicionários chamam de tirar de letra, ou seja, locução verbal que significa "agir com competência". Mas nem sempre dava certo - e aí virava uma "domingada". Perder a bola dentro da área é praticamente dar um gol ao adversário. O uso do calcanhar pode ser traiçoeiro.

  • Direita e esquerda

    Jornal do Commercio (RJ), em 19/10/2010

    Não ser da direita nem da esquerda, nem mesmo do centro, tem suas vantagens, apesar da solidão e dos ataques que se recebe de todos os lados. Assumindo atitudes e pensamentos ora da direita, ora da esquerda, ora do centro, por isso ou por aquilo, conhece-se cada lado ideológico, político e comportamental, suas contradições, seus oportunismos e, frequentes vezes, sua idiotice.

  • Mudando de ramo

    O Globo, em 17/10/2010

    Madrugada meio metida a primavera berlinense, muito clara e ensolarada, mas cortada por um ventinho gélido, desses dos quais se diz fazerem com que descubramos partes do corpo que antes não sabíamos que tínhamos. Descubro algumas e lembro, não sem mágoa, que hoje em dia também percebo ossos de que na juventude não tinha consciência. Mas espano da cabeça pensamentos importunos, estufo o peito na medida do possível e me disponho a começar bem o dia, que afinal, apesar do frio, se anuncia belamente. Não passa muito das 5 e Salvatore ainda deverá estar arrumando sua prestigiosa banca de revistas, de que sou freguês leal.

  • O militar na floresta

    Diário de Pernambuco, em 18/10/2010

    Ao subir uma trilha nos Pirineus em busca de um lugar onde pudesse praticar o arco e flecha, deparei-me com um pequeno acampamento do exército francês. Os soldados me olharam, eu fingi que não estava vendo nada (todos nós temos um pouco esta paranoia de sermos considerados espiões...) e segui adiante. Achei o lugar ideal, fiz os exercícios preparatórios de respiração, e eis que vejo um veículo blindado se aproximando. Na mesma hora me coloquei na defensiva, e preparei todas as possíveis respostas para as perguntas que me seriam feitas: tenho permissão de usar o arco, o local é seguro, qualquer palavra ao contrário cabe aos guardas florestais e não ao exército, etc... Eis que salta do veículo um coronel, pergunta se eu sou o escritor, relata alguns fatos interessantíssimos sobre a região.

  • Programas e Biografias

    Folha de São Paulo, em 17/10/2010

    Os especialistas em eleição, os formadores de opinião e a maioria dos cronistas políticos cobram dos dois candidatos presidenciais os programas e metas que pretendem implantar. Creio que ambos já falaram bastante sobre isso, estabeleceram as prioridades básicas (educação, saúde, segurança etc.). No fundo, os programas não se diferem no essencial, as diferenças ficam por conta de detalhes pontuais, sujeitos às circunstâncias de cada problema ou desafio.

  • Sapatos do repuxo

    Diário da Manhã (GO), em 11/10/2010

    Não tenho mais domingo igual àquela pedra imensa, o rio anda com sapatos do repuxo, as palavras ainda são rápidas como peixes. As fábulas pulam verdes, iguais às rãs. E encostado numa árvore, já não arrolo nada e começo devagar a morrer, mesmo que a infância nunca morra. Nem envelhece jamais. Porque não conta tempo, conta luz. Tinha um cão que saía da infância e se chamava “Lex” efeneceu sem latir artigo algum. Deitou-se azul e foi sumindo. E ficou uma mancha celeste, onde as comitivas das formigas se reúnem.

  • Entre o Brasil arcaico e o novo

    Diário da Manhã (GO), em 12/10/2010

    A última decisão do Supremo Tribunal Federal, em que houve empate no assunto fundamental, que foi o das “fichas limpas” dos políticos, revelou-se o confronto cioso entre o Brasil velho, patrimonial, arcaico e o Brasil jovem, aberto ao mais arejados horizontes.

  • Joaquim Nabuco e Balmaceda

    O Estado de São Paulo, em 19/10/2010

    Ao encerrarmos as celebrações do Ano Nacional Joaquim Nabuco, podemos dizer com toda a convicção que Nabuco continua com uma agenda extremamente atual. Embora seja uma de suas obras menos celebradas, Balmaceda, muito mais que um simples ensaio ou uma arguta análise política, é uma síntese extraordinária das preocupações do autor – quase uma antevisão sobre o destino e os riscos que poderia correr o Brasil sob a República, então recém-proclamada.

  • Negar, não. Ignorar, sim.

    Zero Hora (RS), em 17/10/2010

    Muitas pessoas (e as histórias a respeito sempre mencionam as mulheres) costumam mentir sobre sua idade. Explicável, numa época em que a velhice é vista com condescendência para dizer o mínimo. A figura do ancião respeitado, que funcionava como o sábio da comunidade, é coisa do passado. E isso por várias razões. Em primeiro lugar velhos já não são raros: 10 por cento da população brasileira (que sempre foi considerada jovem) têm mais de 60 anos, o limite clássico da chamada terceira idade.

  • O nome da vaca

    Folha de São Paulo, em 18/10/2010

    No Ig Nobel, uma espécie de "Oscar" dos trabalhos científicos mais esdrúxulos do ano, foram premiados, na categoria de medicina veterinária, Catherine Douglas e Peter Rowlinson (Universidade de Newcastle, Reino Unido), por mostrarem que vacas que têm nome dão mais leite do que as que não têm.

  • Para onde vão os países bálticos?

    O mundo báltico foi o do advento temporão, na Europa, dos Estados nacionais, de depois da queda do Muro. Estônia, Lituânia ou Letônia marcam identidades distintas, via de regra simplificada pelo regionalismo territorial. A continuidade litorânea não impediu notória diferença entre os influxos culturais, as tradições históricas e as ambições de poder destes países, ciosos dos seus limites, das suas línguas e de suas culturas, muitas vezes descartadas por uma parentela geográfica. Riga foi a terceira cidade do czarismo, e estuário marítimo do império de Pedro, o Grande. A língua russa continua matricial hoje na Letônia, e a parentela arquitetônica da capital é a dos palácios de São Petersburgo, as avenidas imensas, e os seus palácios de verde e azul desbotado. Mas o fim do século XIX emprestou-lhes um matiz cultural único, de art nouveau na riqueza de cariátides e atlantes, que ornam as fachadas dos edifícios gigantescos do centro da cidade. Vem da matriz de um só artista, de Eisenstadt, a proliferar, subseqüentemente, na vivacidade dos boulevards e do jogo de vista únicos em que se entrelaçam os balcões da metrópole.

  • Quem somos nós?

    Diário da Manhã (GO), em 14/10/2010

    “Se eu não estiver a meu favor, quem estará? Se eu não estiver a favor dos outros, quem sou eu ? E se eu não estou agora, quando estarei?” Isso afirmou o Rabi Hielel, no século 12 e é atualíssimo.