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Notícia

Artigo

  • Doentes e doenças

    Quinta-feira passada, na sessão habitual da Academia Brasileira de Letras, presentes dois médicos acadêmicos, Ivo Pitanguy e Moacyr Scliar, comentou-se aquilo que os jornais estão chamando de “pandemia”: a gripe suína. Na condição de sanitarista, Scliar explicava o que podia e dava conselhos genéricos aos colegas, que, apesar de imortais, muito se preocupam com tudo aquilo que ameaça a própria e discutível imortalidade.

  • Coinchos subversivos

    Devo esclarecer que também não conhecia a palavra “coincho” ou, se a conhecia, tinha esquecido. Fui espiar “vozes de animais” no Houaiss e peguei-a lá. Refere-se ao som emitido pelo – como direi? – aparelho fonador do porco. Para nós, humanos, o coincho tem uma capacidade de comunicação muito limitada, mas vai ver que isso não passa de antropocentrismo preconceituoso e a porcalidade terá, quem sabe, até mesmo seus oradores. A esta altura grandemente ofendidos com a nova nódoa sobre sua imagem, que, por obra de lamentáveis e injustos mal-entendidos, nunca foi das melhores, haverão de estar coinchando protestos revoltados, em pocilgas pelo mundo afora. Os porcos, milenarmente transformados em pernis, presuntos e linguiças, devem achar é pouco essa gripe aí, como resposta aos muitos gravames que lhes infligimos. Mas não serão escutados, porquanto – reza um dos ditados em que acho que estou ficando viciado –, se o lobo compreendesse o cordeiro, morreria de fome. Pois é, não entendemos coinchos e não queremos entender. E assistimos impassíveis até a genocídios suínos, como acaba de acontecer num país cujo nome agora esqueci, onde, ao que parece, não sobrou viva nem a Petúnia do Gaguinho. É assim a ingrata existência, não se pode fazer nada.

  • Dona Dilma

    Inevitável um comentário sobre a principal notícia da semana, que deu louvável transparência à doença da ministra Dilma Rousseff. Os entendidos em política já se manifestaram e continuarão cometendo prognósticos que envolvem a próxima sucessão presidencial. Não é a minha praia.

  • Espaço Vital

    Durante 53 anos William e Susan haviam vivido juntos. Uma vida tranquila, pacata, mas feliz. Nisso ambos estavam de acordo: tanto quanto um casal pode ser feliz, eles eram felizes. Mas então William adoeceu, uma doença cardíaca grave, e aí ficou claro para ambos que, muito breve, ele poderia despedir-se da existência. O que enfrentou sem mágoa: homem religioso, considerava-se preparado para partir desta para a melhor, como declarava aos amigos e à mulher. Não imaginava, porém, o dilema que o destino lhe reservava.

  • O acordo simplifica

    RIO - Antes de mais nada, devo explicar que o título deste artigo não tem nada a ver com a apresentadora Xuxa, que vi nascer como artista na TV Manchete e hoje brilha na TV Globo. Tenho saudades do Clube da criança.

  • Os porcos não perdoam

    RIO - Com Jared Diamond, aprendemos que a evolução da humanidade foi controlada e influenciada pelos germes. O homem criou condições para o desenvolvimento dos germes ao conviver com rebanhos e domesticar animais, e desde então eles atacam em ondas periódicas, destruindo e dizimando. Malthus, no seu prognóstico de que a população da Terra cresceria de maneira insustentável, previa que ela seria regulada pelo aniquilamento dos pobres (dizia com a dureza britânica) pelas guerras, fomes ou epidemias. Evidentemente essa profecia foi conjurada.

  • O promíscuo perdão de Lugo

    O Presidente Lugo não perde pompa nem páramo ao pedir perdão, frente à paternidade que lhe cobram os tribunais. Justifica-se, invocadas as contradições do processo histórico, e do curso da civilização, e nem faz por menos no exibirmos a sua culpa. E vai a Terêncio, o clássico romano, enquanto, "como homem", não se pode excluir de qualquer pecado. Nem se exila, no que pede o nosso entendimento e tolerência. Omporta menos à opinião pública o quebrar compromissos, e as promessas, do estado religioso, ou leigo, e sim o descaso e desamparo das mulheres e das indigitadas filiações, deixadas ao abandono ou ao silêncio. Ficariam estes lances - não fosse o escândalo - como páginas canceladas na vida do Presidente, que promete a mudança e a redenção do Paraguai.