AO VIVO: Palestra "Vida e obra de Rachel de Queiroz" é apresentada hoje, na ABL
[1]Publicada em 02/09/2010
Publicada em 02/09/2010
Publicada em 02/09/2010
[3] A propósito da tragédia configurada pelos resultados do último Ideb, que reprovou a educação brasileira, muitas considerações têm sido feitas, umas pertinentes, como a necessidade de valorização do professorado, outras pouco práticas, como a possível federalização do ensino fundamental. O governo central teria condições de responder por essa imensa carga? E haveria competência para isso?
[5] -Alencar, tristeza do Ceará, me traz um chope de emergência! Nada de papo antes de eu aplicar esse chope, meu metabolismo ainda está desequilibrado.
[7] Que o Brasil está mudando para melhor não pode haver dúvida. É só consultar os números: os indicadores econômicos, os indicadores de saúde e bem-estar social (a mortalidade infantil diminuindo, a expectativa de vida aumentando, o analfabetismo caindo, pessoas saindo da faixa da pobreza absoluta). E isso se manifesta também na área cultural: o mercado livreiro está crescendo, a rede de ensino está introduzindo os jovens à literatura e, detalhe interessante e significativo, aumenta o número de eventos livreiros-literários.
[9] O gesto de premiar, que nos premia também, pois, como ensinou Nabuco, nós somos quarenta, mas não somos os quarenta. É meritório reconhecer os valores que não são os da casa. Isto, mais que uma obrigação ética, é uma satisfação para os acadêmicos. Anotemos que entre os premiados há valores de muitos brasis e de diferentes gerações, selecionados em votação nas comissões e no plenário, a partir de pareceres subscritos por acadêmicos. Isto, em relação ao gesto de premiar.
[5] Não sei se vocês se lembram de quando lhes falei, acho que no ano passado, num caderninho rabugento que eu mantenho. Aliás, é um caderninho para anotações diversas, mas as únicas que consigo entender algum tempo depois são as rabugentas, pois as outras se convertem em hieróglifos indecifráveis (eu sei que o recomendado é “hieróglifo”, mas sempre achei que quem diz “hieróglifo” está tentando descolar alguma coisa dos dentes), assim que fecho o caderno. Claro, é o reacionarismo próprio da idade, pois, afinal, as línguas são vivas e, se não mudassem, ainda estaríamos falando latim. Mas, por outro lado, se alguém não resistir, a confusão acaba por instalar-se e, tenho certeza, a língua se empobrece, perde recursos expressivos, torna-se cada vez menos precisa.
[12] O nítido anticlímax eleitoral tomou conta das primeiras semanas de campanha. Seu pano de fundo são os 77% de apoio ao atual governo e as dificuldades de uma oposição clássica para o confronto. E o ativo político do país hoje é desta consciência profunda da mudança acelerada nesta década, a assentar uma visão difusa, mas não menos certeira do voto-opção.
[12] A fotografia exemplar desta Copa é a da família, na casa destroçada, em Palmeiras dos índios, nenhuma parede em pé, mas a televisão, fixada em tijolos, mostrando O jogo a toda a filharada de camisa amarela. O sentimento nacional não poderia ser mais exuberante, nesses milhões mobilizados na paixão desme-surada. O surto, a cada quatro anos, é o da exuberância de cada um, cada vez mais independente dos jogadores, ligada à competição estrita e ao seu ganho, sem concessões.
[3] Todos sabem que a profissão do magistério traz imensos benefícios. Seria falso, no entanto, afirmar que não tem lá suas compensações, que costumamos valorizar quando elas se casam com o exercício pleno de uma verdadeira vocação.
[3] Ele insiste em não querer se apresentar por completo aos seus leitores. Uma forma dissimulada de modéstia ou de fazer aquilo que no esporte se chama "esconder o jogo". Assim é o escritor e acadêmico Carlos Heitor Cony, de quem somos amigos há mais de 30 anos. Primeiro escreveu o seu antológico "Quase memória". Não contou tudo, mas deixou claro o afeto pelo pai, jornalista da velha guarda, além do apreço pelos balões hoje proibidos.
[17] Não sei que pessoas fazem parte das consultas do economista-chefe do maior banco do país, que diagnosticou que a 'bolha que nos ameaça é a bolha da presunção' e não os escolhos da economia. Ninguém pode negar a autoridade técnica do entrevistado, mas sua afirmação surpreende. Ainda mais sabendo que os banqueiros lidam com números e não brincam com as palavras.
[7] Dificilmente haverá, na história da América Latina, uma figura mais importante do que Simon Bolívar (1783-1830), o Libertador, líder político e militar venezuelano que, juntamente com José de San Martín, desempenhou papel importante na luta contra o domínio espanhol. Foi ele quem conduziu à independência Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá e Peru.
[17] A autoestima volta. E isso que nos diz o Latinobarometro, que faz periodicas afericoes sobre a America do Sul, com a bencao da ONU, atraves do PNUD. Certa vez escrevi aqui a perplexidade em que o barometro nos colocava ao mostrar que o nosso povo nao aprovava a democracia e preferia um governo autoritario que lhe desse boa vida.
[3] Nada menos de 21 estados brasileiros deixaram de aplicar R$ 1,2 bilhão de reais no ensino básico, em 2009. A acusação é do Ministério da Educação. Esses recursos não foram repassados ao Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica). Foram desviados para outras atividades, possivelmente menos prioritárias.Não é pouco dinheiro: no Rio foram 28 milhões, mas em São Paulo a irregularidade foi superior a 600 milhões. Se isso acontece e é denunciado publicamente, pode-se inferir que a perda é da própria educação, no seu conjunto. Devemos louvar o esforço do Ministro Fernando Haddad. Ao falar no “Seminário Internacional de Avaliação de Professores da Educação Básica”, no Rio de Janeiro, foi bastante enfático na defesa da cultura da avaliação, de que andamos divorciados por tanto tempo. Mostrou que o Ideb representa um avanço considerável, com a radiografia, hoje, de 50 mil escolas e mostrou, sob aplausos, que “Não há boa educação sem professores altamente qualificados.” É claro que isso também envolve salários compatíveis com os de outras profissões. Por essa razão, o MEC criou, de forma inteligente, as Bolsas de Iniciação Docente, que este ano chegarão ao número de 20 mil. É uma reação que não pode passar despercebida.
Links
[1] https://academia.org.br/noticias/ao-vivo-palestra-vida-e-obra-de-rachel-de-queiroz-e-apresentada-hoje-na-abl
[2] https://academia.org.br/noticias/sobre-religiao-politica-e-ciencia-e-tema-do-ciclo-mutacoes-invencao-das-crencas
[3] https://academia.org.br/academicos/arnaldo-niskier
[4] https://academia.org.br/artigos/chave-do-insucesso
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[6] https://academia.org.br/artigos/copa-num-boteco-do-leblon
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[11] https://academia.org.br/artigos/volta-do-caderno-rabugento
[12] https://academia.org.br/academicos/candido-mendes-de-almeida
[13] https://academia.org.br/artigos/anticlimax-e-eleicoes-sem-surpresas
[14] https://academia.org.br/artigos/cartao-vermelho-e-consciencia-nacional
[15] https://academia.org.br/artigos/como-e-boa-hora-do-reconhecimento
[16] https://academia.org.br/artigos/cony-de-corpo-inteiro
[17] https://academia.org.br/academicos/jose-sarney
[18] https://academia.org.br/artigos/da-presuncao
[19] https://academia.org.br/artigos/de-que-morreu-simon-bolivar-0
[20] https://academia.org.br/artigos/deng-e-bolivar
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