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Discursos

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Discurso proferido no I Centenário da Academia Brasileira de Letras

Assim como a presença dos ilustres visitantes de além-mar, Sr. Primeiro-Ministro de Portugal e Senhora, Sr. Presidente da Junta de Galícia, Srs. Ministros e autoridades estrangeiras. E, ainda, do Governador do Rio de Janeiro e Senhora, de Sua Eminência o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, do Sr. Presidente do Senado, do Embaixador Luiz Filipe Lampreia, dos Srs. Ministros de Estado e Autoridades brasileiras, dos Srs. Acadêmicos e de tão numerosos amigos.

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Eloquência urbana

Nesta Casa a história ganha dimensão nacional. Os atos que se cristalizam nesta Assembleia Legislativa, no pleno exercício de suas atribuições, chegam necessariamente aos corações dos homens. Desde a guarda das liberdades públicas, do patrimônio coletivo, dos bens culturais, da defesa das paisagens, dos sítios arqueológicos, até a elaboração árdua e perscrutadora dos textos constitucionais. 

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A medida de todas as coisas

Chego ao final do meu mandato. Recorro à mirada retrospectiva para examinar a intensa presidência deste Centenário. Na expectativa que a memória, guardiã eterna das ocorrências humanas, apresente seu relatório final. A memória esquiva-se à tarefa, não aceita evocações que sistematizem a história, empobreçam o fluxo das emoções. Insinua ser prematuro avaliar um Centenário que sensibilizou Acadêmicos, familiares, a comunidade brasileira. Mais vale aguardar a decantação dos dias.

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A Fidalguia das idéias

Há muito freqüento esta Casa. A casa do espírito e da cordialidade. A morada que aceita discórdias, mas promove, entre seus membros, as afinidades eletivas, as coincidências éticas e intelectuais. Um centro onde se albergam os seres que se colocam sob o primado de um humanismo que não quer e não pode fenecer. E que, embora tenha muitas vezes sucumbido às obscuras noites do arbítrio e da prepotência, sempre tem alento para regenerar-se e de novo ocupar o âmago desta alma nossa, sofrida e sensível.

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A Pátria do Verbo

Os homens transitam pela esperança na condição de filhos da treva e da luz. Sabendo, de antemão, que os atos inaugurais consolidam-se primeiro no plano das utopias, para onde convergem versões múltiplas e dispersas da trajetória humana. 

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O Brasileiro Machado de Assis

Machado de Assis faleceu na madrugada do dia 29 de setembro de 1908 na casa de Cosme Velho. O velório realizou-se no Syllogeu, onde a Academia Brasileira de Letras, carente de sede própria, se reunia. O corpo do escritor, repousado no sólido caixão , cercava-se de flores, círios de prata e lágrimas discretas. Não se lhe via o rosto, coberto por um lenço de cambraia. Velado pela comunidade brasileira, sua despedida, fora dos padrões habituais, constituiu uma consagração para o menino pobre, nascido em um morro carioca.

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Estante simbólica

Almejávamos o objeto perfeito. O livro que fosse capaz de contar a história de mil livros. E que, em cada uma de suas páginas, falasse ao mesmo tempo da fundação de um país, chamado Brasil, e da inauguração há cem anos de uma Instituição que ocupa crescente espaço no imaginário popular da pátria.

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Memória da viagem

A viagem é longa e não faz falta que eu lhes diga como começou. Afinal, os percalços de qualquer trajetória humana fazem parte de um enredo eminentemente secreto. De uma experiência pronta a desfazer-se, ou a naufragar no anonimato - sem a luminosa proteção da fina tessitura da arte. 

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Mestre de todos nós

Sempre foi o mestre de todos nós. Ali estava ele sempre, em qualquer parte do Brasil, fecundando a nação com sua presença. Bastava estender-lhe a mão, dizer-lhe que o mundo era naturalmente complexo, de difícil tradução, requeria a palavra de um sábio para nos acercarmos dele, para que Houaiss sorrisse comprazido, como que em concordância com tais palavras.

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Nobre viajante

Tão logo nascem, os homens fazem perguntas. Questionam a exata medida humana, o destino que os aguarda na terra. Indagam se é forçoso ter uma língua e uma pátria irrenunciável. Se é cabível romper o caos da realidade para engendrar sucessivas utopias.

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O Novo Senado

O Senado é também a morada do Brasil. A Casa da lei, das leis dos homens. Aquelas leis que as carências sociais, o senso de justiça, o aperfeiçoamento do espírito, o sonho intransigente, os impulsos utópicos ditam em defesa de um humanismo sempre ameaçado, sempre renovado. 

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O Pouso da memória

A Academia Brasileira de Letras há muito previra em seus estatutos a criação de um Centro de Memória. Hoje, precisamente, cumpre ela esta disposição estatutária. Inaugura, no ano do seu l" Centenário, o seu tão almejado Centro.

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O sortilégio da História

Permitam-me breves confidências em torno da História que, nesta Casa, é vivida com zelo raro e plenitude intelectual.
Confissões que brotam do mesmo prazer que sinto em apalpar a invenção narrativa e dar-lhe forma. 

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Registro civil: 1897

Nascemos em 1897. Precisamente no dia 20 de julho, à sombra de tênue inverno carioca. Um ano que recolhia os escombros da Monarquia, enquanto aguardava o futuro de uma República apenas instaurada.

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Saudades de Antônio Callado

O mistério e a dor da morte só são comparáveis aos mistérios e às dores da vida. O mistério da morte invadiu hoje o teu corpo, Antônio Callado, como já o fizera a dor de viver.

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Territórios vizinhos

Habitamos territórios vizinhos. Ciência e criação são portas contíguas dando acesso ao horizonte sempre esquivo do mistério humano. 

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