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Artigos

  • Status quo velho e novo

    O Globo, em 31/07/2017

    No atual quadro, perde-se o impacto das alegadas melhorias econômicas
    No jogo de forças enfrentado pelo status quo, mais se acentua a irrelevância, a esta altura, da saída de Temer. Assenta-se, sim, a força do delineio do regime na liderança irretorquível de Henrique Meirelles. E seu contraponto seria a interinidade de Rodrigo Maia até as eleições de 2018. Enquanto isso, não se sabe nem até onde vai a nova avalanche de condenações prometida pela Lava-Jato, nem se avançam demissões sucessivas dos ministros.

  • À busca de Macron

    O Dia, em 30/06/2017

    A vitória contundente de Macron nas eleições fran- cesas não é mera alterna- tiva de preferências eleitorais, mas uma nítida ‘virada de pági- na’ na condução política do país. 

  • Mário Soares, o pedagogo da democracia

    O Imparcial (MA), em 15/01/2017

    Devemos, como a ninguém, a Mário Soares a modernização democrática de Portugal. Rechaçou & fossilização salazarista, numa liderança indiscutível de um mestre do consenso. Preso, e mesmo torturado, durante o autoritarismo, na ilha de São Tomé, veio, liberado, a Paris para organizar, sem descanso, uma militância. 

  • Rumo ao monopólio do terrorismo

    Jornal do Commercio (RS), em 10/01/2017

    A nossa pós-modernidade, tão acelerada, deixados diante da invocação de um possível monopólio do terrorismo. Vivemos, já, esse ineditismo - crescido após a queda das Torres - da quebra de todo reconhecimento da igualdade básica da dita e proclamada "humanidade", resultando no crescendo da Al-Qaeda e na expansão do Isis. 

  • Fidel, o indestrutível

    Jornal do Commércio (RS), em 12/12/2016

    A morte de Fidel deu-nos, ineditamente, o que seja a recuperação de um cânon no imaginário político do nosso tempo. Desfrutamos, neste último quinquênio, da convivência com o jogo feito, nada à lembrança, mas ao melhor cotidiano em um dado recado. A imagem icônica tornava-se intemporal na vigília da idade, do corte da figura, na moldura de uma definitiva contemporaneidade. A Cuba de Fidel viveu de uma saturação carismática em que os lances iam mais ao brio do gesto, do que, efetivamente, a contabilização de seus resultados. 

  • O alçapão da estabilidade política

    Diário da Manhã (GO), em 15/11/2016

    No quadro da nossa perspectiva política, deparamos ineditamente, de parte do governo, o estrito assento sobre a defesa de uma estabilidade absolutamente não programática. Mal despontam rumos, a não ser o de decidir inercialmente em favor de menos governo. Tal implica a drástica redução de secretarias de Estado, bem como o congelamento das apropriações orçamentárias.

  • O "Fora, Temer" não para

    Diário da Manhã (GO), em 08/10/2016

    Mostram, os últimos dias, a continuação do "Fora Temer" em todo o país. E, ao contrário do esperado, mantém-se o protesto nas ruas, indo, inclusive, a aumentos em São Paulo, atenta à não violência e às marchas bem-comportadas. 

  • A esquerda para além do petismo

    Diário da Manhã (GO), em 19/09/2016

    Passados à oposição, como o petismo e seus aliados, de fato, vão configurar um reai perfil das esquerdas no confronto com o novo governo? Ou, sobretudo, como vencerão a clara crise de lideranças no protagonismo sucessório desses 13 anos de poder? Está em causa, de saída, a sobrevivência do carisma de Lula, e de sua pertinácia, no país dos destituídos.