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Artigos

  • Fluxo Bruto

    O Globo, em 01/11/2017

    Impressiona o nível estarrecedor do debate estético, promovido pela polícia teológica do Congresso, porta-vozes da vanguarda do mais puro retrocesso. A resposta precisa ser dura e por vias judiciárias, porque o protofascismo em que vão imersos não conhece limites. Merecem igual atenção por parte da sociologia e da psiquiatria. Não seria tampouco inútil indagar a tímida presença da arte nas escolas. É um imperativo categórico recuperá-la para a cidadania. 

  • Ninguém é dono da língua portuguesa

    Jornal do Commercio (RJ), em 10/07/2015

    Está em discussão, na Academia de Ciências de Lisboa, o projeto de reedição do seu dicionário, cuja primeira edição data de 2001. Foi organizado pelo competente filólogo Malaca Casteleiro, um grande amigo do nosso saudoso imortal Antônio Houaiss, a quem se deve o esforço maior pela sonhada unificação ortográfica da língua portuguesa. 

  • O novo papel das bibliotecas

    Jornal do Commercio (RJ), em 20/02/2015

    “A internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio, porque não filtra o conhecimento e congestiona a memória do usuário. O excesso de informação provoca amnésia. Informação demais faz mal.” As afirmações são do escritor, filósofo e semiólogo italiano Umberto Eco, ponto de partida para a reflexão sobre A biblioteca do futuro, tema da instigante conferência do diretor do grupo Gol Mobile, Roberto Bahiense, proferida na Academia Brasileira de Letras durante o Ciclo As novas linguagens do século XXI, coordenado pelo Acadêmico Evanildo Bechara.

  • Karta a Evanildo Bexara

    O Estado de Minas, em 20/09/2014

    Diante das discussões gerais sobre a ortografia, que se repetem, com o mesmo e monótono estribilho, nos últimos cem anos, decidi  endereçar ao mestre e amigo Evanildo Bechara uma carta, assimilando uma proposta mais adiantada. Selvagem. Sem hífen ou acento.  Um  duelo com a escrita. A próxima tentativa? O português na ortografia dos ideogramas.

  • Singapura ou Cingapura? Cont

    O Dia (RJ), em 25/12/2011

    Acerca da grafia dos nomes geográficos, os topônimos, assim se pronuncia Gonçalves Viana, no livro “Ortografia Nacional” (Lisboa, 1904): “A maior parte da antiga nomenclatura que usaram os nossos escritores desde o século XV, e mesmo antes até o princípio do século passado, vai caindo em desuso ou sendo menosprezada, não se tendo na devida  conta que esse vocabulário e as formas genuinamente  portuguesas de nomes próprios de mares, de rios, de terras, de povoações, de quaisquer localidades enfim, fazem parte essencial do léxico nacional, tão essencial como as demais dições da língua pátria. A  maioria, senão todos os compêndios empregados no  ensino geográfico vêm inçados de denominações estrangeiras ou estrangeiradas, malformadas umas, falsas outras,  ilegíveis muitas delas, e não poucas inúteis  por já existirem na língua outras, ou melhor autorizadas  por bons escritores nossos, ou mais conformes com a índole e particularidades de pronúncia do idioma que falamos e sua ortografia tradicional, cujas feições típicas são característico nacional de tamanha  valia como outro qualquer dos que nos diferençam  dos demais povos.”(p.227).

  • Mais alguns casos de hífen

    O Dia (RJ), em 19/12/2011

    Volta o hífen a preocupar alguns de nossos caros leitores. Um deles deseja saber como deve escrever tipos de chá, como chá amarelo, chá branco, chá vermelho, pois não os encontra registrados no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que só inclui chá-preto e chá-verde hifenados.

  • Singapura ou Cingapura?

    O Dia (RJ), em 18/12/2011

    Recebemos de um leitor desta coluna que atua na imprensa carioca a seguinte pergunta: “Como o novo Acordo resolveu a grafia do nome da República da Ásia meridional, integrante da Comunidade britânica: Singapura ou Cingapura?”

  • Perigo de vida ou perigo de morte?

    O Dia (RJ), em 11/12/2011

    Mais complexa, porém não menos interessante, é a explicação para entendermos a infundada rejeição que modernamente se tem feito entre brasileiros à tradicional advertência‘ perigo de vida’, que se quer desbancada pela expressão ‘perigo de morte’, também correta, ouvida e lida vitoriosa na mídia. 

  • Lógica e uso expressivo da língua

    O Dia (RJ), em 27/11/2011

    A indagação de nosso leitor sobre a correção  do uso de ‘erário público’ nos abriu a oportunidade de conversarmos um pouco sobre o logicismo em relação a expressões corretas e correntes na variedade formal do idioma e, por isso mesmo, abonadas pelos nossos melhores escritores, antigos e modernos.

  • Lógica e uso expressivo da língua

    O Dia (RJ), em 20/11/2011

    Atento leitor desta coluna, depois de nela ter visto a expressão ‘erário público’, traz-nos a seguinte pergunta: " Aprendi nas aulas de Direito Constitucional e Direito Administrativo que todo erário é público. Aprendi certo ou errado?” Agradecemos a pergunta do leitor, porque nos oferece oportunidade de  conversar com ele e com outros leitores  sobre aspectos interessantes da linguagem e do nosso idioma em particular, muitas vezes tachados de impróprios, quando não errados.

  • Em defesa do sistema ortográfico

    O Dia (RJ), em 13/11/2011

    A leitura das reflexões de Fernando Pessoa transcritas no artigo anterior marca bem as características da ortografia quanto à sua natureza cultural e à social. Pelo aspecto cultural, podemos grafar as palavras segundo nossa vontade ou prazer estético, ou ainda anseios expressivos. Essa liberdade não se limita à ortografia; estende-se a todo o material do idioma: a pontuação, ao uso de maiúsculas e minúsculas, à formação de palavras, ao vocabulário, à sintaxe.

  • Moscou ou Moscovo? - Conclusão

    O Dia (RJ), em 30/10/2011

    No já citado capítulo 'Nomes próprios geográficos', inserido nas  Dificuldades da Língua Portuguesa, mestre Said Ali, na qualidade de linguista  e de professor de geografia, defende a tese de que só as curruptelas e aportuguesamentos que se insinuaram na língua e nela se implantaram e ainda hoje persistem consagrados pelo uso geral  é que  lograrão viver para o futuro.

  • Moscou ou Moscovo?(II)

    O Dia (RJ), em 23/10/2011

    Da leitura atenta do texto de Gonçalves Viana citado na coluna anterior extraem-se quatro princípios que, segundo ele, norteiam ou devem nortear a adoção dos termos geográficos no português: a) a equivalência das unidades léxicas, isto é, tais termos estão no mesmo nível de importância daqueles que se denominam palavras essenciais; b) a necessidade de buscar a adoção de termos que se identifiquem fonética e morfologicamente com as características linguísticas do português; c) a conveniência de restaurar aquelas formas empregadas "pelos escritores do período áureo da nossa literatura"; d) a oportunidade de modificar "as feições ortográficas que sejam evidentemente reconhecidas como arcaicas ou errôneas".

  • Moscou ou Moscovo?(I)

    O Dia (RJ), em 16/10/2011

    Desde logo informo aos meus leitores que o propósito destas linhas não é dar uma resposta à questão proposta acima, porém , tão somente discutir alguns pontos em torno da necessária unidade numa seção do léxico português compreendida pelos nomes próprios geográficos e por nomenclaturas científicas e técnicas, preocupação agora retomada pelo  novo Acordo.  Informo também sobre uma distinção àqueles leitores que sempre veem com má vontade esses esforços de unificação  de certos aspectos possíveis da língua que falamos e  escrevemos, indivíduos que fecham os olhos à consciência da maioria dos falantes de que usamos, na essência, de um só idioma.Discutir se vale a pena unificar o nome da cidade russa—se Moscou, como ocorre no Brasil, ou se Moscovo, como se dizem Portugal—não é o mesmo que discutir se devemos eleger um dos dois: ou o  ‘trem’ brasileiro ou o‘comboio’ português ou, ainda, na mesma linha dos veículos, se o ‘ônibus’ ou o ‘autocarro’.