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Artigos

 
  • Obama, nem erros nem surpresas

    Jornal do Brasil (RJ), em 26/11/2008

    Neste período da transição, Obama só faz confirmar a melhor expectativa quanto ao ineditismo da sua Presidência. Não é só o sentido nitidamente colegiado das decisões quanto à futura máquina de governo, mas, sobretudo, a garantia dos muitos saltos adiante que a sua investidura traz às práticas da mera rotação de um sistema entre democratas e republicanos em Washington. É como se este arranco de fundo, do melhor da democracia americana, não parasse no aponte do eleito mas fosse mais longe nesta correção de fundo da vontade geral, que no último meio-século passou à estrita variação de um mesmo sistema, no exercício das decisões do Salão Oval.

  • Quando nasce a democracia

    Jornal do Brasil (RJ), em 23/11/2008

    É indiscutível que a filosofia ocidental tenha se inspirado, nos seus primórdios, no pensamento dos grandes filósofos gregos. O melhor resultado do convívio das pessoas deu origem a um sistema, chamado democracia (do grego demos = povo e kratos = autoridade), do qual até hoje nos beneficiamos, na busca pretendida do bem comum.

  • Tempo em três tempos

    Folha de S. Paulo (SP), em 23/11/2008

    RIO DE JANEIRO - “Eu sei o que é o tempo. Mas se me pedirem para dizer o que é o tempo, não saberei dizê-lo”. A citação (de memória) é de Santo Agostinho, um dos pensadores mais admirados e citados a partir da segunda metade do século 20. Gênio em todos os sentidos, na vida e na obra.

  • “Os Irmãos Karamabloch”

    Folha de S. Paulo (SP), em 21/11/2008

    FAMÍLIA DE 17 PESSOAS chegou ao Rio de Janeiro em 1922, na terceira classe do “Re d’Italia”. Eram ucranianos, genericamente russos, mas, sobretudo, judeus. O patriarca, Joseph Bloch, tivera uma gráfica em Kiev, chegara a imprimir o dinheiro do efêmero governo de Kerenski. Decidira tentar inicialmente os Estados Unidos, mas a cota de imigrantes para aquele país estava fechada, a alternativa foi vir para o Brasil.

  • Livrai-nos do Katrina

    Jornal do Brasil (RJ), em 21/11/2008

    O Grupo dos 20 apareceu na crise da Ásia do final dos anos 90, quando Malásia, Coréia, Tailândia, Hong-Kong e Japão entraram numa crise de liquidez e mergulharam numa recessão. Tivemos, também, as crises da Rússia, da Argentina, Brasil e outros países, onde quase fomos ao default. Com a globalização, nada deixou de ser global, principalmente a área financeira.

  • A culpa dos mensageiros

    Jornal do Commercio (RJ), em 20/11/2008

    Houve época em que os reis mais chegados à tirania mandavam cortar a língua dos mensageiros que traziam más notícias para o reino. Era um processo que julgavam eficaz para cortar o mal pela raiz.

  • A hipoteca social

    Folha de S. Paulo (SP), em 18/11/2008

    RIO DE JANEIRO - No recente encontro de Lula com Bento XVI, no Vaticano, o presidente brasileiro sugeriu que o Papa, em suas mensagens públicas, fizesse algum comentário referente à crise econômica e financeira que o mundo atravessa. Ignoro o que Bento XVI respondeu. É possível que tenha agradecido a sugestão, dado o caráter cordial e protocolar da visita.

  • Pessoa por pessoa

    Tribuna da Imprensa (RJ), em 18/11/2008

    Seguir a trajetória de Fernando Pessoa é ter a oportunidade real de surpreender os momentos em que o poeta optou por uma escolha, abandonou uma tendência e fixou os rumos de sua vida. Tendo sido criado em Durban, na África do Sul, tornou-se aluno de língua inglesa, idioma em que também escreveu seus primeiros poemas e ensaios.

  • Números redondos

    Jornal do Commercio (RJ), em 17/11/2008

    Li não sei onde que o mundo vai realmente acabar quando o sol se apagar, daqui a exatos cinco bilhões de anos. Ignoro como chegaram a esse cálculo. Minha modesta calculadora não chega a tantos dígitos. Em todo o caso, a previsão baseada na ciência é mais confiável do que a profecia de Nostradamus, que mais uma vez pisou na bola, insinuando que iríamos todos para o beleléu na passagem do século 20.

  • O baile e a vida

    Zero Hora (RS), em 16/11/2008

    No fantástico filme de Ettore Scola O Baile, quase meio século da ainda recente história européia é reproduzida no mais improvável dos cenários, um salão de danças em Paris, freqüentado por solteirões e solteironas que dançam, flertam, brigam, reconciliam-se, mas sempre saem sozinhos. Os anos vão passando: os anos da ascensão dos partidos de esquerda, os anos da ocupação nazista, a Libertação, maio de 1968... Detalhe: nenhum dos magníficos atores e atrizes diz sequer uma palavra.

  • Obama e Fala

    O Estado do Maranhão (MA), em 16/11/2008

    Sou dos que receberam a eleição de Obama como o surgimento de um novo e grande momento para a humanidade, mergulhada na pior crise dos últimos tempos. Sua mensagem despertou tanta confiança que não pode fracassar.

  • Obama e o pré-sal

    O Globo (RJ), em 16/11/2008

    Apresso-me em tranqüilizar os que temem que, nas linhas abaixo, eu venha a expor uma intrincada trama, segundo a qual o presidente eleito Obama trabalhou sob identidade falsa na Petrobrás e agora seu primeiro plano de ação, em conluio secreto com os interesses petrolíferos do antecessor, é invadir o Brasil e levar com ele nosso precioso pré-sal. (Falar nisso, o jornal bem que podia pautar alguém para descobrir o que é pré-sal, porque só se fala nele, mas, ao que parece, ninguém sabe bem do que se trata - existirá alguma água no mar anterior ao sal, ou qualquer coisa assim, triste ignorância?)

  • Machado de Assis

    O Estado de S. Paulo (SP), em 16/11/2008

    O centenário do falecimento de Machado de Assis está sendo lembrado com numerosos eventos e publicações e muito especialmente por iniciativas promovidas pela Academia Brasileira de Letras, da qual foi fundador e presidente. As celebrações, no seu pluralismo e diversidade, reiteram a consagração de Machado como o paradigma do nosso autor clássico. Clássico na acepção do autor de uma obra literária de reconhecida excelência; que se projeta no tempo da vida cultural; ocupa um lugar de inequívoca primazia no cânone da nossa língua e que, transpondo a barreira da tradução, vem sendo crescentemente acolhido no plano internacional, no rol dos grandes escritores da literatura ocidental.

  • Machado e a educação

    A Gazeta (ES), em 14/11/2008

    Machado de Assis foi a atração literária do ano. Sua vida e a vasta e musculosa obra serviram de pretexto para aulas, seminários, conferências e artigos. Como nunca houve antes neste país. A exposição na Academia Brasileira de Letras reuniu milhares de estudantes em visitas guiadas sem precedentes. É pertinente, por isso mesmo, um comentário sobre as ilações pedagógicas da obra do "bruxo do Cosme Velho". De propósito ou sem querer, a verdade é que a educação apareceu muito, até mesmo nas ironias do escritor carioca, que, se reportando a uma aula na escola pública que freqüentou, viajou com o pensamento nas asas de um papagaio de papel, enquanto a gramática era deixada em segundo plano. Nem por isso a sua escrita deixou de ser impecável, anos mais tarde.