
Desigualdade eleitoral
A tese da reeleição para cargos executivos, em si, não contraria a práxis da democracia. Um administrador tem o direito de ser julgado pelos eleitores, submetendo-se à nova avaliação de suas qualidades. Quem ganha leva.
A tese da reeleição para cargos executivos, em si, não contraria a práxis da democracia. Um administrador tem o direito de ser julgado pelos eleitores, submetendo-se à nova avaliação de suas qualidades. Quem ganha leva.
O principal corte de despesas no orçamento de Obama para enfrentar a crise foi aos US$ 890 bilhões previstos para o meio ambiente. A força dos números diz da consciência imediata que uma condição de crise dá às prioridades de uma política pública da primeira nação do mundo. Não há que repetir a impermeabilidade do bushismo à ecologia marcada pela negação de todo apoio à Conferência de Kyoto e a um primeiro alinhamento internacional quanto as muitas mazelas da terra pela dita civilização das luzes e do progresso.
Peço licença aos leitores para ter a coragem de discordar de Albert Einstein, o genial criador da teoria da relatividade. Ele dizia que “é na crise que aflora o melhor de cada um.” Nem sempre, caro mestre, nem sempre.
De uns tempos para cá, a mídia decidiu adotar o politicamente correto e, além disso, evitar problemas na Justiça: jornais, revistas, rádios e TVs não classificam ninguém de traficante, ladrão, estuprador ou assassino. Na obrigação de informar crimes, sequestros, tiroteios e assaltos sexuais, o máximo a que chegam é à suposição. A polícia invade um morro e mata tantos supostos traficantes, que supostamente escondiam um arsenal supostamente de última geração.
No exercício de funções governamentais de responsabilidade, um tipo de conhecimento indispensável é aquele que se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas. Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere ao governante perícia estratégica para perceber o que está aberto às possibilidades futuras. Esse tipo de conhecimento tem a feição de uma "visão global". Como diz Fernando Henrique Cardoso, é uma espécie de "quadro mental", fruto da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir contextualizando a informação fragmentada que provém do mundo complexo e interdependente em que vivemos.
Do noticiário da última sexta-feira: “O inquérito contra (Valdir) Raupp chegou ao STF em julho de 2003. O julgamento em plenário da denúncia apresentada pelo Ministério Público começou em abril de 2007, quando seis ministros concordaram com a abertura da ação penal. Gilmar Mendes pediu vista e só devolveu o caso ontem (2009), após quase dois anos com o processo em suas mãos. Quando finalmente devolveu, foi a vez de (Carlos Alberto) Direito pedir vista”. A reportagem é assinada por Carolina Brígido, de “O Globo”.
Não se tratava de obsessão. Era muito mais a identificação com um pensamento que encaixava à perfeição no ideal pedagógico de D. Lourenço de Almeida Prado, extraordinário educador e homem de fé, que nos deixou aos 97 anos de idade. Durante 45 anos dirigiu com muita propriedade o tradicional e respeitável Colégio de São Bento.
RIO - A crise mundial que vivemos não tem precedentes e está vinculada a outra que deixou o socialismo à morte. Marx concebeu sua teoria num mundo que não existe mais: nem na geografia política, econômica e social, nem no estilo de vida.
“Tema polêmico, que envolve ciência e religião, até agora a eutanásia é condenada em sociedades que se consideram civilizadas. Não deixa de ser um assassinato, de contrariar o mandamento inscrito na fronte de todos nós: não matarás!
10Naquele tempo, como os Evangelhos lidos nas missas, todas as quitandas tinham, bem expostos na entrada, um feixe de varas de marmelo. Fininhas, um pouco recurvas na parte de cima, eram tidas como inquebráveis. Um pai que se prezava tinha sempre uma delas, também em lugar de destaque dentro de casa. Era o instrumento preferencial para surrar os filhos que fizessem qualquer avaria na ordem doméstica.
A REVISTA "Serafina", da Folha, me pede para escolher os dez livros que marcaram a minha vida. Dez, só dez! Os livros têm sido meus amigos de todos os momentos, desde que, menino, descobri a Biblioteca do Povo, com livros como "A Revolução da Maria da Fonte", que eu li com encantamento e formou uma das heroínas da minhas infância: "No lugar da Fonte, Concelho (sic) da Póvoa do Lanhoso, no coração do Minho, existiu a que foi a Joana d'Arc do Setembrismo".
O Ministério do Trabalho anuncia milhares de desempregados. Empresas poderosas dão férias coletivas. Investimentos antes anunciados são adiados para melhores dias. Onde isso tudo vai parar, só Deus sabe.
Apesar do mundo conturbado em que vivemos neste início do Terceiro Milênio, democracia continua sendo uma aspiração universal. Embora o conceito seja antigo, sua realidade é algo para muitas gerações. Os que dela já desfrutam lutam por aperfeiçoá-la. Os que ainda não a conquistaram lutam por alcançá-la.
Abre-se em meados de fevereiro, em Oslo, a reunião da ONU ligada à Aliança das Civilizações na discussão de tema fundamental ao mundo do terrorismo e da "guerra de religiões". Tanto essas cada vez mais evidenciam a negação da alteridade coletiva, tanto afloram a defesa de direitos, via de regra violados pelo mundo mediático, no seu império sobre a opinião pública e sua implacável mobilização.
Durante muitos anos, Moniz Vianna foi o imperador absoluto na crítica cinematográfica. Evidente que era contestado, mas ninguém poderia imaginar um filme importante sem sua opinião, fosse contra ou a favor. Antes de mais nada, foi um líder: apesar de responsável pela seção de cinema, durante dois ou três anos foi o redator-chefe do “Correio da Manhã”.