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‘Pílulas cênicas – a Medicina no teatro’ é o tema da segunda palestra do ciclo da ABL ‘Literatura e Medicina’ coordenado pelo Acadêmico e jornalista Cícero Sandroni

A Academia Brasileira de Letras deu continuidade a seu ciclo de conferências do mês de outubro de 2017, intitulado Literatura e Medicina, com palestra da professora Tania Brandão. A coordenação foi do Acadêmico e jornalista Cícero Sandroni.

A Acadêmica e escritora Ana Maria Machado, Primeira-Secretária da ABL, é a Coordenadora-Geral dos ciclos de conferências de 2017.

Literatura e Medicina terá mais três palestras, às terças-feiras, no mesmo local e horário, com os seguintes dias, conferencistas e temas, respectivamente: dia 17, Margareth Dalcomo, A tísica na literatura: da peste ao lirismo acadêmico; 24, Gabriel Oliven, Território da Emoção – O encontro das palavras na trajetória de Moacyr Scliar; e 31, Cícero Sandroni, O alienista: da psicanálise à ficção.

Foram fornecidos certificados de presença. Entrada franca.

O TEMA

De acordo com a conferencista, “da Grécia aos nossos tempos, vária é a presença da Medicina nas peças teatrais. Ela pode figurar inefável, no pano de fundo mais remoto, sob a forma de um pensamento a respeito do teatro, classificando-o como o grande remédio purgativo dos profundos males humanos. Ou pode surgir no ato de enquadrar a cena como um mal social, artefato a ser excomungado e perseguido, como se fosse uma espécie perigosa de doença degenerativa para as almas”.

Tania Brandão comentou, ainda, que não é só “ao longo da História, médicos, curandeiros e charlatães atravessaram os palcos, como heróis e vilões. E revelaram muito a respeito da esperança, dos medos e da descrença da sociedade diante dos senhores da ciência da vida. O mais curioso é que um dos mais importantes dramaturgos da História do Teatro Ocidental foi médico, e um médico dedicado à carreira, Anton Tchekov, que chegou a defender uma duplicidade curiosa de amores, ao declarar: ‘a medicina é a minha esposa, a literatura a minha amante’. Vale destacar que, durante a vida, seu caso de amor com a literatura alcançou mais sucesso na prosa do que no drama. Talvez se pudesse afirmar que as amantes eram duas, uma, a cena teatral, mais secreta e reservada”.

“De toda forma, concluiu a palestrante, ao longo do tempo, até Shaw ou até Marcia Zanelatto, a frase famosa talvez ilustre bastante o jogo simbólico que envolve medicina e teatro, a vida corrente e a vida imaginária. Densos compromissos com o humano envolvem a dupla, justificam a sua aproximação, para o bem da sociedade e dos homens”.

Saiba mais

Bacharel e Licenciada em História (UFRJ-1973/1974), Tania Brandão é doutora em História Social (UFRJ), Livre Docente em Direção Teatral (Unirio), professora de História em diversos estabelecimentos de ensino de Segundo Grau, professora de História do Teatro, Análise do Texto Teatral e História do Teatro Brasileiro na Escola de Teatro Martins Pena, professora de História e de Teoria do Teatro da Escola de Teatro da Unirio, professora aposentada e orientadora de dissertações, teses e pesquisas.

Crítica de teatro em diversos veículos, tais como revista Isto É, jornal Última Hora e jornal O Globo. Atualmente, é crítica e editora do blog Folias Teatrais. Autora dos livros Uma empresa e seus segredos: Companhia Maria Della Costa (1948-1974) e A máquina de repetir e a fábrica de estrelas – Teatro dos Sete. Integrou a Curadoria do Festival de Curitiba. Coordena o projeto de pesquisa Teatro Brasileiro – A História e a Invenção do Moderno (Unirio).

 

04/10/2017

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