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Artigos

  • Cenas de uma guerra inútil

    O Globo, em 30/06/2018

    Que a vibração com a eliminação da Alemanha e com a vitória do Brasil sobre a Sérvia não nos deixe iludir: o Rio continua em guerra. Esta semana mesmo, num intervalo de 15 horas, dois policiais foram mortos e dois baleados. Se não bastasse, a Câmara dos Vereadores transformou-se num campo de batalha, com os confrontos que deixaram duas professoras feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas.

  • Batucada na praça Pushkin

    O Globo, em 28/06/2018

    Se não é estranho ouvir, depois da vitória da seleção brasileira, uma batucada à meia-noite na praça Pushkin, muito menos ainda na Praça Vermelha, onde os torcedores de todo o mundo se reúnem após cada jogo em perfeita harmonia, não é banal ver duas moças andando a cavalo à mesma hora pelas ruas de Moscou, tranquilamente esperando o sinal abrir. A praça Pushkin é uma das muitas homenagens ao poeta Alexandre Pushkin, considerado o fundador da moderna literatura russa.

  • Crime e castigo

    O Globo, em 27/06/2018

    Com quem você acha que o brasileiro realmente se identifica — com aqueles torcedores machistas e cafajestes que assediaram e humilharam uma jovem russa que, sem entender português, foi levada a repetir termos chulos e ofensivos, como se tratasse de uma inocente brincadeira, ou com os que, em número muito maior, se indignaram com o revoltante comportamento?

  • As novas limusines

    O Globo, em 26/06/2018

    Uma das faces mais visíveis da Rússia da era Putin é a ostentação de seus novos ricos. Principalmente em Moscou, onde o Brasil joga amanhã no último compromisso da fase de grupos da Copa do Mundo, uma das cidades do planeta com maior número de bilionários. A única vez em que estive em Moscou foi em julho de 1989, a União Soviética ainda existia, mas já havia sinais de deterioração. 

  • O futebol como metáfora

    O Globo, em 24/06/2018

    A seleção de futebol da Rússia está prestes a se classificar para as oitavas de final da Copa do Mundo, o que só aconteceu em 1986, quando ainda existia a União Soviética.

  • Observando os outros

    Diário do Nordeste , em 23/06/2018

    A velha em Copacabana - Ela estava no calçadão da Avenida Atlântica, com um violão, e uma placa escrita à mão: "Vamos cantar juntos".

  • Pesadelo e final feliz

    O Globo, em 23/06/2018

    Confesso que não tenho mais idade para ser submetido a uma experiência como a de ontem. Comecei a ver Brasil x Costa Rica carregado de perspectivas preocupantes e pressentimentos sombrios. 

  • Noites brancas na terra de Putin

    O Globo, em 21/06/2018

    A seleção brasileira joga amanhã em São Petersburgo um dia depois do começo oficial do verão, o que significa nessa parte do mundo noites mais longas e dias mais curtos. Hoje, com o solstício de verão começando às 10h07m, teremos o dia mais longo do ano. As famosas “noites brancas”, que dão o título e a ambientação de um romance de Dostoiévski, e tornam essa época do ano uma atração turística a mais em regiões do hemisfério norte, momento em que o sol está mais próximo da Terra.

  • Uma crença e um temor

    O Globo, em 20/06/2018

    O empate com a Suíça me preocupou menos do que seu possível efeito negativo no estado de espírito do brasileiro, cujo humor, como se dizia na coluna de sábado, véspera do jogo, é ciclotímico, ora está lá em cima, ora lá em baixo. Como o país vem de uma fase ruim em vários setores — crises política, econômica, moral — contava-se com uma vitória no futebol para, por contágio, espantar o baixo astral e a tristeza geral.

  • Orientação profissional

    Tribuna de Petrópolis , em 20/06/2018

    Há palavras que, em determinados períodos, ganham força extraordinária. Hoje em dia, coaching está na moda e se aplica aos movimentos de orientação profissional.

  • Identidade contra violência

    O Globo, em 19/06/2018

    O formidável aparato de segurança montado para a Copa do Mundo que acontece na Rússia tem razões politicas internas e externas. O perigo de atos terroristas é real, a ponto de a embaixadas dos Estados Unidos e países europeus terem sugerido a seus cidadãos que não viessem à Copa. O que não impediu que os americanos fossem os maiores compradores de ingressos entre os estrangeiros, seguidos dos brasileiros.

  • Inovação e inclusão

    Tribuna do Agreste, em 18/06/2018

    Com a presença de altas figuras da educação brasileira, realizou-se em Comandatuba (Bahia) o XI Congresso Brasileiro de Educação Particular, promovido pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular.  No final do conclave, o professor Celso Niskier, reitor da Unicarioca e vice-presidente da ABMES, dissertou sobre o tema “Ensino Superior: Inovação e Inclusão para o Brasil que Queremos”.  Houve aplausos generalizados.

  • E se o Brasil for campeão?

    O Globo, em 17/06/2018

    Se o Flamengo for campeão brasileiro, e a seleção campeã do mundo, até o Temer se reelege. A frase retumbante me foi dita pelo produtor Luis Carlos Barreto, flamenguista doente, que teme essa mistura de resultados. Não deveria, pois já é consabido que o futebol não dá voto a ninguém, embora os políticos cismem de se aproveitar dele. 

  • Juntos numa só emoção

    O Globo, em 16/06/2018

    Amanhã deverá ser um dia como há muito não se via igual. Os brasileiros, enfim, estarão torcendo por um mesmo lado nas redes sociais, nos bares, nas ruas, em casa e diante da televisão. Sem polarização, sem ódio e sem xingamentos, não serão nem Fla nem Flu, nem esquerda nem direita, nada de coxinhas x petralhas, de golpistas x mortadelas, de neofeministas x feministas, de negros x os não bastante negros. Como no velho hino, todos estarão “ligados na mesma emoção” vibrando pela seleção.